31 de julho de 2025
Brasil e Poder

COMENTÁRIO DO DIA: Assunto gravíssimo!

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Publicado em
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( Publicada originalmente às 08h 56 do dia 04/06/2021) 

(Brasília-DF, 07/06/2021) Sexta-feira sem agendas oficiais na Capital Federal. Dia de sol em uma típica sexta-feira “imprenssada”. Ponto facultativo tanto em órgãos do governo federal como governo distrital.

Não haverá compromissos no Senado, a Câmara anuncia compromisso mas nada de votações, claro. O Presidente Jair Bolsonaro também não anuncia compromissos oficiais.

O grande assunto do dia no mundo do poder é um só: a decisão do comando do Exército sobre o general Eduardo Pazuello, que participou de evento político não autorizado. A corporação é baseada na autoridade e hierarquia.

O bicho pegou....

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COMENTÁRIO

Do ângulo que você quiser olhar, a inacreditável decisão do comando do Exérrcito, na pessoa do general Paulo Sérgio Nogueira, que não puniu o general Eduardo Pazuello por ter participado de ato político no último dia 23 de maio, ao lado do Presidente Bolsonaro, no Rio de Janeiro – é de uma severa gravidade.

O general Hamilton Mourão, que em 2015 com Dilma e 2017 com Temer, fora punido administrativamente pelo General Villas Boas, referência para essa geração, por bem menos que o que se viu, já tinha dito que alguma punição viria.

Como a punição não foi imediata e Bolsonaro já tinha demitido todo o alto comando das Forças Armadas em março, pois eles se recusavam a dizer “Sim, Senhor”, em tudo, assim como tinha nomeado Pazuello para cargo no Planalto, se Paulo Sérgio punisse o favorito de Bolsonaro calculou nova crise institucional. Preferiu um mal menor.

Não existe mal menor neste episódio. Em momento que se vê partidarização nas forças de segurança em prol do bolsonarismo em detrimento da autoridade, hierarquia e visão de Estado a preocupação se instala, fixa morada.

Bolsonaro disse que não interferiu na decisão. Nem o mais apaixonado apoiador do Presidente acredita nisso.

O inacreditável aconteceu, se foram abertas as portas para o vale tudo só o tempo dirá.

Bolsonaro ganhou essa, mas, certamente, o país perdeu!

Foi Genésio Araújo Jr, de Brasilia

( da redação)