31 de julho de 2025
Brasil e Poder

REPERCUSSÃO: Autoridades, políticos, parlamentares, chefes partidários e personalidades falam em situação greve gerada por decisão do Exército que liberou Eduardo Pazuello

Tem gente defendendo projeto para impedir militar em cargos civis

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( Publicada originalmente às 18h 00 do dia 03/06/2021) 

(Brasília-DF, 04/06/2021)  A decisão do comando do Exército Brasileiro(EB) por não punir o general de divisão Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, que participou de ato político sem autorização no último dia 23 de maio ao lado do presidente Jair Bolsonaro no Aterro do Flamengo, na cidade do Rio de Janeiro(RJ), após passeio de moto que reuniu milhares de pessoas, as redes sociais forma inundadas de manifestações analisando o caso.  A crítica foi a tônica e partiu de autoridades, políticos, parlamentares, chefes partidários e personalidades em geral. Teve gente como o deputado Rodrigo Maia(DEM-RJ), ex-presidente da Câmara defendendo projeto de lei que impede que militares ocupem cargos civis.

O general Hamilton Mourão, Vice-Presidente da República, foi questionado pela Folha de São Paulo” sobre a decisão do Exército Braisileiro, sobre a participação do general Pauzello em evento do dia 23 de maio,  disse que não iria comentar o caso por disciplina intelectual.

"Não irei comentar por uma questão de disciplina intelectual, pois como general da reserva também sou subordinado ao Comandante do Exército brasileiro", afirmou Mourão, ao ser questionado sobre a decisão.

O deputado Marcelo Ramos( PL-AL), vice-presidente da Câmara dos Deputados, disse que agora os militares podem participar de manifestações políticas.

“O Exército não decidiu arquivar a denúncia contra Pazuello. O Exército decidiu que agora militar pode participar de manifestações políticas como bem entender. Isso não será bom para uma instituição que tem o respeito do povo brasileiro.”, afirmou em sua conta no Twitter.

O presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, se manifestou em sua conta no Twtter:

“A partidarização das Forças Armadas ameaça a democracia e abre espaço para a anarquia nos quarteis. A grave situação do país exige das instituições respostas firmes para impedir retrocessos e quebra da ordem institucional.”, disse.

O líder da Minoria no Senado, senador Jean Paul Prates( PT-RJ) fala de um liberou geral.

Liberou geral! Com esta lacônica justificativa, fica patente que acabou a proibição a militares da ativa de participar de manifestações políticas. Quantos vão afrontar a regra com base na “jurisprudência” aberta por conta de Pazuello? Hora de repensar prerrogativas e.g. CF14/8o!”, disse.

 

O deputado Rodrigo Maia(DEM-RJ) disse em sua conta no Twitter que é chegada a hora de aprovar lei que impede os militares terem cargos públicos.

 

“Está na hora da Câmara discutir a PEC da deputada  @perpetua_acre que veda aos militares da ativa a ocupação de cargo de natureza civil na administração pública. Já assinei meu apoiamento.”, disse.

 

A deputada Perpétua Almeida( PC do B-AC) disse que ficou com receio do atual quadro e citou o General Villas Boas, no Twitter:

 

“A sensação de q não se sabe mais onde termina o governo e começa o Exército, é o q/ pode acontecer de pior p esta Instituição e as demais Forças Armadas. “Quando a política entra por uma porta do quartel, a disciplina e a hierarquia saem pelas outras”, já dizia Vilas Boas.”, disse.

O presidente do Cidadania, Roberto Freire, vê que a decisão do comando do Exército incentiva o golpismo de Bolsonaro.

 

“A solução do Alto Comando pra superar a crise Pazuello, abre as portas para indisciplina e politização das FFAA, fortalecendo a escalada golpista de Bolsonaro. Isto impõe a todas as forças democratas:lutar pelo impeachment e unir-se em torno de um único candidato nas eleições/22”, disse.

 

O deputado Marcelo Freixo fala que a decisão do Exército no caso do general Eduardo Pazuello como algo “gravíssimo”.

 

“Gravíssimo o Exército não punir Pazuello, violando seu próprio Estatuto e o Código Penal Militar. As Forças Armadas, que deveriam agir como instituições de Estado, estão se desmoralizando diante da delinquência de Bolsonaro e estimulando a quebra da disciplina pela tropa.”, disse.

 

O deputado Rodrigo de Castro( PSDB-MG), líder de seu partido na Câmara, falou que regras devem ser cumpridas.

 

“Aprendi em minha vida familiar duas lições que julgo fundamentais também na vida pública: regras são para todos e o exemplo vem de cima.

 

Ao arquivar o processo disciplinar aberto contra o ex-ministro Pazuello, o Exército abre uma exceção inexplicável e põe em risco a hierarquia, base de sustentação da própria instituição.”, disse.

 

O deputado Alessandro Molon( PSB-RJ) disse que o Exército errou no caso Pazuello.

 

“Ao decidir não punir Pazuello, o Exército erra e deixa margem para que outros atos de desrespeito a seu regulamento sejam praticados, colocando em risco seus pilares, a hierarquia e a disciplina. Exército é instituição de Estado, não de governo.”, disse.

 

A deputada Gleisi Hoffmann(PT-PR), presidente nacional do PT, disse que o Exército no caso Pazuello abre espaço para insubordinação.

 

“Exército livrar a cara de Pazuello é abrir flanco pra insubordinação de militares e policiais. Caso fica ainda pior quando ignora atitude política do general, infração das regras da pandemia e gestão nefasta do ex-ministro na Saúde. É submissão vergonhosa a Bolsonaro.”, disse.

 

O ex-ministro Ciro Gomes( PDT), presidencial, disse que viu decisão do Exército como algo muito grave.

 

“É muito grave o que tem de explícito e implícito na decisão do comandante do Exército de não punir o general Pazuello por sua clara participação em um ato político-partidário.”, disse.

 

( Mais declarações ainda pondem ser justada a este texto)

( da redação com informações de assessoria e redes sociais.  Edição: Genésio Araújo Jr)