31 de julho de 2025
Brasil e Economia

ECONOMIA: Setor industrial recuou 1,3% em abril, informa IBGE

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( Publicada originalmente às 10h 00 do dia 02/06/2021) 

(Brasília-DF, 03/06/2021) As notícias positivas sobre avanço do Produto Interno Bruto(PIB) e o chamado superávit primário nas contas públicas no período se encerraram nesta quarta-feira,2, antes do feriado do Corpus Christi. O IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelou que a produção industrial nacional  em abril caiu 1,3% frente a março de 2021.

Ess é terceira queda seguida, com perda de 4,4% no período. Já em relação a abril de 2020, a indústria avançou 34,7%, oitava taxa positiva consecutiva nessa comparação e a mais elevada da série histórica, iniciada em janeiro de 2002. A indústria acumula alta de 10,5% no ano, intensificando a alta frente ao último quadrimestre de 2020 (3,5%). O acumulado em doze meses voltou a ficar positivo (1,1%) após 22 taxas negativas.

A produção recuou em duas das quatro das grandes categorias econômicas e em 18 dos 26 ramos pesquisados.

Quem puxa a queda?

As influências negativas, entre abril e março, mais importantes vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-9,5%), que voltou a recuar após ter interrompido, em março (1,9%), um ciclo de cinco resultados negativos, e pela de produtos alimentícios (-3,4%), que eliminou o ganho de 3,3% acumulado nos três primeiros meses do ano.

Outras contribuições negativas importantes vieram de impressão e reprodução de gravações (-34,8%), de produtos de metal (-4,0%), de couro, artigos para viagem e calçados (-8,9%), de celulose, papel e produtos de papel (-2,6%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-5,2%), de produtos têxteis (-5,4%) e de móveis (-6,5%).

Quem manteve alta?

Entre as oito atividades em alta, os destaques foram as indústrias extrativas (1,6%), com dois meses seguidos de expansão acumulando ganho de 7,4%, máquinas e equipamentos (2,6%), que voltou a crescer após recuar 0,8% em março, e veículos automotores, reboques e carrocerias (1,4%), que interrompeu três meses de queda, acumulando redução de 16,6%.

Entre as grandes categorias econômicas, frente a março de 2021, as taxas negativas foram registradas em bens de consumo semi e não-duráveis (-0,9%), pelo terceiro mês seguido e acumulando recuo de 11,7%, e bens intermediários (-0,8%), eliminando o ganho de 0,4% acumulado em fevereiro e março de 2021.

Por outro lado, houve altas em bens de capital (2,9%), que devolveram parte do recuo de 10,4% acumulado em fevereiro e março e, ainda, em bens de consumo duráveis (1,6%), que interromperam três meses de queda, com perda acumulada de 12,3%.

 

Comparando abril de 21 com abril de 20

Frente abril de 2020, a indústria avançou 34,7% em abril de 2021, sua taxa mais elevada na série iniciada em janeiro de 2002. Houve altas nas quatro grandes categorias econômicas, em 23 dos 26 ramos, em 67 dos 79 grupos e 76,0% dos 805 produtos pesquisados. Abril de 2021 (20 dias) teve o mesmo número de dias úteis que igual mês de 2020. Mas os resultados positivos elevados evidenciam a baixa base de comparação, já que em abril de 2020 o setor industrial recuou 27,7% (queda mais intensa da série), influenciado, naquele momento, pelo aprofundamento das paralisações em diversas plantas industriais, por causa da pandemia.

Entre as atividades, as principais influências no total da indústria vieram de veículos automotores, reboques e carrocerias (996,5%), máquinas e equipamentos (94,3%), metalurgia (54,5%), produtos de minerais não-metálicos (81,3%), bebidas (88,2%) e produtos de borracha e de material plástico (64,0%).

Outros impactos positivos importantes vieram de produtos de metal (60,0%), de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (79,2%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (122,2%), de outros produtos químicos (18,4%), de outros equipamentos de transporte (376,3%), de produtos têxteis (104,3%), de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (57,0%), de couro, artigos para viagem e calçados (129,5%) e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (6,3%). Por outro lado, entre as três atividades em queda, a influência negativa mais intensa veio de produtos alimentícios (-9,1%).

Categorias econômicas

Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo duráveis (431,7%) e bens de capital (124,9%) assinalaram as maiores altas nessa comparação. Os setores de bens intermediários (25,7%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (17,0%) também mostraram taxas positivas, embora abaixo da média da indústria (34,7%).

O setor  de bens de consumo duráveis avançou 431,7% em abril de 2021 frente a igual período do ano anterior, segunda taxa positiva consecutiva nesse tipo de comparação e a mais elevada desde o início da série histórica. Nesse mês, o setor foi particularmente impulsionado pela maior fabricação de automóveis (69.956,5%), motocicletas (11.214,0%) e eletrodomésticos da “linha branca” (364,8%). Vale destacar também os resultados positivos assinalados pelos grupamentos de eletrodomésticos da “linha marrom” (62,3%), de outros eletrodomésticos (138,5%) e de móveis (145,0%).

Quanto ao segmento de bens de capital cresceu 124,9% frente a abril de 2020, oitava alta seguida e a maior da série histórica. Todos os grupamentos cresceram, com destaque para equipamentos de transporte (499,4%), devido à maior fabricação de caminhões, caminhão-trator para reboques e semirreboques, veículos para o transporte de mercadorias e reboques e semirreboques. As demais altas foram de bens de capital para fins industriais (63,7%), agrícolas (152,0%), para construção (100,5%), uso misto (30,1%) e energia elétrica (8,0%).

Quanto a produção de bens intermediários houve crescimento de 25,7%, décima taxa positiva consecutiva nessa comparação e a maior desde o início da série histórica. O resultado se deve principalmente aos avanços nas atividades de veículos automotores, reboques e carrocerias (418,7%), de metalurgia (54,5%), de produtos de minerais não-metálicos (81,0%), de produtos de borracha e de material plástico (62,4%), de produtos de metal (67,1%), de máquinas e equipamentos (95,3%), de produtos têxteis (93,1%), e de outros produtos químicos (18,5%). A única pressão negativa veio de produtos alimentícios (-19,2%).

Ao que se refere a produção de bens de consumo semi e não-duráveis hpuve avanço de  17,0% em abril, frente a igual período de 2020, segunda taxa positiva consecutiva nessa comparação e também a mais elevada desde o início da série histórica. Os grupamentos de semiduráveis (115,2%) e de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (14,3%) puxaram a alta.

Acumulado

No índice acumulado para janeiro-abril de 2021, frente a igual período do ano anterior, a indústria cresceu 10,5%, com altas em todas as grandes categorias econômicas, 20 dos 26 ramos, 65 dos 79 grupos e 71,6% dos 805 produtos pesquisados.

 ( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)