31 de julho de 2025
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CPI DA PANDEMIA: Médica Luana Araújo diz que tratamento precoce é “uma discussão delirante, esdrúxula, anacrônica e contraproducente”; ela disse que Marcelo Queiroga não acredita em tratamento precoce

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( Publicada originalmente às 12h 00 do dia 02/06/2021) 

(Brasília-DF, 02/06/2021) A médica infectologista Luana Araújo, indicada para Secretaria Extraordinária de Enfrentamento do Covid-19,  na CPI da Pandemia no Senado, em resposta ao senador Renan Calheiros(MDB-AL), relator no colegiado - disse que o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, não acredita no chamado “tratamento precoce” tão divulgado pelos apoiadores do Presidente Jair Bolsonaro(sem partido).

Ela disse que não há porque tratar deste assunto por “tratamento precoce” não existe.

A médica Luana Araújo usou vários adjetivos para desconsiderar o chamado “tratamento precoce”.

“Essa é uma discussão delirante, esdrúxula, anacrônica e contraproducente. Quando eu disse que um ano atrás nós estávamos na vanguarda da estupidez mundial, eu infelizmente ainda mantenho isso em vários aspectos, porque nós ainda estamos aqui discutindo uma coisa que não tem cabimento.”, afirmou.

Confira o diálogo disposto pela taquigrafia do Senado, que foi extraído pela Política Real:

“O SR. RENAN CALHEIROS (Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/MDB - AL) – Dra. Luana, em algum momento a senhora discutiu ou conversou com o Ministro Marcelo Queiroga a respeito de tratamento precoce, medidas não farmacológicas?

A SRA. LUANA ARAÚJO – O Ministro Marcelo Queiroga é um homem da ciência. Todos nós somos absolutamente a favor de uma terapia precoce que exista. Quando ela não existe, ela não pode se tornar uma política de saúde pública.

O SR. RENAN CALHEIROS (Bloco Parlamentar Unidos pelo Brasil/MDB - AL) – Mas a pergunta foi: conversou em algum momento, não conversou, discutiu sobre esse assunto?

A SRA. LUANA ARAÚJO – Não, porque isso nem foi um assunto, Senador. Essa é uma discussão delirante, esdrúxula, anacrônica e contraproducente. Quando eu disse que um ano atrás nós estávamos na vanguarda da estupidez mundial, eu infelizmente ainda mantenho isso em vários aspectos, porque nós ainda estamos aqui discutindo uma coisa que não tem cabimento. É como se a gente estivesse escolhendo de que borda da Terra plana a gente vai voar, não tem lógica. A gente precisa desenvolver soluções, estratégias claras adaptadas ao nosso povo. A gente precisa ajudar o gestor, que neste momento é o Ministro Queiroga, a conseguir os resultados que ele precisa, porque desses resultados dependemos todos nós. Então, ao invés de a gente fazer isso, com todo o respeito do mundo, nós estamos aqui discutindo algo que é um ponto pacificado para o mundo inteiro. Esse que é o perigo da nossa fragilidade e da nossa arrogância. É preciso que a gente aprenda com os outros lugares, com as outras instituições. A gente precisa ganhar tempo, como eu disse. Não tem cabimento isso.”

 

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)