31 de julho de 2025
Brasil e Saúde

CORRUPÇÃO NA PANDEMIA: PF faz busca e apreensão na casa de Wilson Lima, no Amazonas; PF é recebida a tiros por investigado que administrava hospital de campanha em Manaus

Veja mais

Publicado em
Wilson Lima sofre nova operação da Polícia Federal por conta de supostos desvios durante a pandemia

( Publicada originalmente às 10h 30 do dia 02/06/2021) 

(Brasília-DF, 03/06/2021) Na manhã desta quarta-feira, 2, a Polícia Federal(PF) lançou a quarta fase da “Operação Sangria”, em Manaus(AM), por conta de investigações de desvios e crimes, assim como organização criminosa, fraude e licitação na ações de enfrentamento da pandemia do Covid-19. Dess vez a ação da PF visava a cumprir 25 mandados judiciais, expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), sendo 19 mandados de busca e apreensão e 6 de prisão temporária, cumpridos na cidade de Manaus/AM e Porto Alegre/RS, além de sequestro de bens e valores. Foi realizada busca e apreensão na residência do governador do Amazonas, Wilson Lima( PSC). Foram feitas buscas na sede do governo do Amazonas, na Secretaria de Saúde e na casa do secretário estadual de Saúde, Marcellus Campêlo.

Segundo as investigações, há indícios de que funcionários do alto escalão da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas realizaram contratação fraudulenta para favorecer grupo de empresários locais, sob orientação da cúpula do Governo do Estado, de um hospital de campanha. Segundo os elementos de prova, ele não atende às necessidades básicas de assistência à população atingida pela pandemia COVID-19, bem como coloca em risco de contaminação os pacientes e os funcionários da unidade.

Verificou-se, ainda, que contratos das áreas de conservação e limpeza, lavanderia hospitalar e diagnóstico por imagem, todos os três firmados em janeiro de 2021 com o Governo do Amazonas, cujos serviços são prestados em apoio ao hospital de campanha, contêm indícios de montagem e direcionamento de procedimento licitatório, prática de sobrepreço e não prestação de serviços contratados.

Os indiciados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de fraude à licitação, peculato e pertencimento a organização criminosa e, se condenados, poderão cumprir pena de até 24 anos de reclusão.

Mais informações

Um dos alvos de mandado de prisão temporária durante a nova fase da Operação Sangria, o empresário Nilton Lins Júnior recebeu os agentes da Polícia Federal (PF) a tiros. A confirmação partiu da assessoria da instituição.Não foram repassadas maiores informações sobre como o fato ocorreu.

Não houve feridos. A pedido da PGR, o relator do caso no STJ, ministro Francisco Falcão, decretou a prisão temporária (por cinco dias) de seis investigados e autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de 27 pessoas e empresas. Também houve o sequestro de bens de 12 investigados, em valor que supera R$ 22,8 milhões. A sub-procuradora da República, Lindôra Araújo, informou hoje, ela que cuida do caso no STJ, que o secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo, é considerado foragido.  

A PF informou, ainda,  segundo o site da “A Crítica”, que a informação de que o empresário abrigou-se no consulado sueco em Manaus não é verídica.

A equipe de reportagem  da  “TV A Crítica” flagrou viaturas da PF na sede da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM) e da Universidade Nilton Lins, ainda na manhã desta quarta-feira. O Hospital Nilton Lins, que fica dentro da universidade e é usado como Hospital de Campanha estadual, é um dos principais alvos da operação nesta manhã.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)