Arthur Lira está incomodado com as críticas em defender reforma tributária “feijão com arroz”
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( Publicada oiginalmente às 13h02 do dia 30/05/2021)
(Brasília-DF, 31/05/2021) O deputado Arthur Lira(Progressistas-AL) está incomodado com as cobranças de que é necessário levar adiante uma Reforma Tibutária mais ampla, que tem vindo de diversos setores econômicos e teve muitos apoios vindo de senadores e críticos de sua administração, inclusive dentro do próprio partido. Neste domingo, 30, ele fez cinco postagens salientando como é difícil na democracia fazer mudanças. Mandou “recados” a críticos de todas as vertentes, sejam conservadores ou progressistas.
Ele começou comparando a política ao futebol.
“O futebol é um caixinha de surpresas, como diz a velha frase. Assim como a condução séria e responsável da vida pública, sobretudo nas crise. Fácil é ficar na arquibancada puxando charangas. Difícil é enfrentar as adversidades, os problemas reais, os desafios, dentro de campo.”, disse.
Ele defendeu o que é possível fazer, o “feijão com arroz”.
“Todos os que já viveram essa situação sabem que muitas vezes o “feijão com arroz” pode não ser um banquete, mas é a diferença entre o ideal e o possível. Queremos sempre a maior reforma possível. Mas a melhor nem sempre é a maior, sabemos. A melhor será sempre a possível.”, afirmou.
Ele disse que na democracia o trabalho é duro, destacou que na época do arbírio se usava de artifícios que hoje não são possíveis.
“Ainda mais na democracia. Pois os que viveram e governaram no arbítrio dispunham de decretos-leis, ritos sumários e de um Congresso com senadores “biônicos”.”, destacou.
Ele disse que na democracia tudo é possível e critica os ambiciosos.
“Na democracia, não. Tudo deve ser discutido e o possível, mesmo que menos ambicioso, é melhor do que a ambição que é apenas um biombo para não fazer nada.”, afirmou.
Ele disse que continua trabalho em grupo e que uma das formas de não fazer nada é tentar fazer tudo.
“E assim seguimos avançando, na democracia, passo a passo. Ouvindo tudo e todos, ouvindo sobretudo os colegiados, as instâncias do Legislativo, sem personalismos. Há duas maneiras de não fazer nada: fazendo nada ou tentando fazer tudo para não fazer nada.”, finalizou
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)