CPI DA PANDEMIA: Marcos Rogério questiona se em julho seria possível contratar a coronaVac então Dimas Covas lembra que Governo se acertou com a Astrazeneca em agosto
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( Publicada originalmente às 15h 30 do dia 27/05/2021)
(Brasília-DF, 28/05/2021) O senador Marcos Rogério(DEM-RO), um dos mais ativos membros da CPI da Pandemia no Senado em apoio ao Governo Federal questionou o diretor-presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, nesta quinta-feira, 17, se ainda em julho de 2020, num momento preliminar sobre o uso de vacinas para enfrentar a covid-19, se era possível ao Governo Federal tratar de contratação. A princípio, Dimas Covas reconheceu que o momento era de conhecimento do produto, sim, mas que logo em agosto o Governo Federal, ao contrário da postura para com o Butantan e a CoronaVac, fez a contratação da Astrazeneca da Fiocruz.
Ele disse a Marcos Rogério que já era possível em julho celebrar um documento de intenção de contratação que teria acelerado toda a relação para recebimento de imunizantes.
Veja a íntegra da transcrição disponibilizada pela taquigrafia do Senado Federal:
O SR. MARCOS ROGÉRIO (Bloco Parlamentar Vanguarda/DEM - RO) – A primeira oferta foi no dia 30 de julho?
O SR. DIMAS TADEU COVAS – ... 30 de julho, sim.
O SR. MARCOS ROGÉRIO (Bloco Parlamentar Vanguarda/DEM - RO) – Nesse momento, pela fala que V. Sa. apresentou aqui, V. Sa. acha que já era possível o Ministério da Saúde, a partir daquele momento, tratar da contratação dessa vacina?
O SR. DIMAS TADEU COVAS – Contrato? Não, em absoluto. Eles precisavam tomar conhecimento da vacina...
O SR. MARCOS ROGÉRIO (Bloco Parlamentar Vanguarda/DEM - RO) – O processo negocial com a Administração Pública... Conhecendo justamente as regras do processo, V. Sa. considera pertinente, adequado que esse processo primeiro passe pela fase de conhecer o processo, o produto, a eficácia, eficiência, logística ou não? Tem proposta, tem contrato?
O SR. DIMAS TADEU COVAS – Não há dúvida.
A única diferença, Senador, é que a AstraZeneca foi contratada em agosto – e no mesmo patamar: não existiam ainda as informações em relação à vacina.
Então, os tratamentos ocorreram de forma diferente, quer dizer, uma foi contratada e feito o recurso. Nós pedimos a contratação nos mesmos moldes, inclusive o fornecimento de recursos para o apoio ao estudo clínico e à reforma.
Então, houve aí duas formas de entender as vacinas. Uma em que foi feito um contrato, através inclusive de uma medida provisória, e a outra vacina, de um outro instituto tão importante quanto a Fiocruz, que não foi feito na mesma oportunidade.
O SR. MARCOS ROGÉRIO (Bloco Parlamentar Vanguarda/DEM - RO) – V. Sa. considera que com as informações que o instituto apresentou ao Governo naquele momento, com os dados apresentados, os documentos e as primeiras certificações era possível avançar naquele momento.
O SR. DIMAS TADEU COVAS – Era possível avançar, sem dúvida nenhuma. Um documento de intenção naquele momento teria mudado o curso da negociação
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)