31 de julho de 2025
Brasil e Poder

Kassab afirma que PSD terá candidato à Presidência da República e que Bolsonaro não chegará ao 2º turno em 2.022

Presidente nacional do partido do atual ministro das Comunicações, o potiguar Fábio Faria, o ex-prefeito de São Paulo e ex-ministro das Comunicações do governo Dilma fez, ainda, elogios a proprietária das lojas Magazine Luíza e ao presidente do Senado

Publicado em
e444a4bfa8178aab257a488795a6b2dc.jpeg

( Publicada oriiginalmente às 20h 247 do dia 21/04/2021) 

(Brasília-DF, 22/04/2021) O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Afirmou nesta quarta-feira, 21, em entrevista ao jornal “Valor Econômico” que o seu partido terá candidato à Presidência da República e que o atual presidente brasileiro, Jair Bolsonaro (sem partido), dificilmente conseguirá chegar ao 2º turno nas eleições presidenciais de 2.022. Ele aposta numa polarização entre algum candidato das legendas de centro contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Ex-prefeito de São Paulo (SP) entre 2.006 e 2012, e também ex-ministro das Comunicações do governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), Kassab fez, ainda, elogios a proprietária das lojas Magazine Luíza, Luíza Trajano, e ao presidente do Senado, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), como eventuais postulantes com chances de um bom resultado nas eleições de 2.022 no plano nacional. O PSD, presidido por Kassab, é também o partido do atual ministro das Comunicações do governo Bolsonaro, o deputado federal potiguar licenciado Fábio Faria.

“São hoje os dois nomes, as grandes novidades que estão sendo levadas em consideração. Dos nomes que estão sendo ventilados como novidades do centro, eu os vejo como bons nomes que devem ser observados. (...) Não, até porque ele tem dito que não é candidato. Mas quando uma pessoa tem um cargo público de relevância, chefe de Poder, e se surge uma convicção generalizada de que é o melhor nome, uma pessoa como ele não tem o direito de falar não mediante um chamamento. Mas nesse momento eu respeito a sua vontade”, iniciou.

“Isso não está em discussão, o partido já tem seis nomes [de pré-candidatos] colocados e a nossa postura é um pouco diferente dos outros partidos, porque nós vamos ter um candidato a presidente. (…) O governo federal vai ter de se esforçar para mudar essa visão majoritária do país em relação ao seu desempenho, que será, inquestionavelmente, junto com a perspectiva de novos empregos, o principal fator de observação do eleitor. O eleitor vai observar o que foi feito na pandemia e vai perguntar ‘será que vou conseguir o meu emprego de volta? E aí poderemos ter um segundo turno que tenha um candidato que não seja ele [Bolsonaro] contra o Lula. Acho mais fácil ter um candidato de centro contra o Lula do que ter um candidato de centro contra o Bolsonaro”, complementou.

“Acho muito difícil, [Bolsonaro] vai ter de trabalhar muito para reverter sua imagem. O legado vai ser muito ruim, com [projeção de] 500 mil mortos [pelo covid]. (…) Temos 15 milhões de desempregados, cujo número indireto de pessoas atinge 60 milhões em um universo de 140 milhões da população. Não vou ser leviano de dizer que esse governo não se recupera, mas vai ser difícil e é uma reversão a médio e longo prazo. O antipetismo é menor em relação a 2018 e acho que haverá um antibolsonarismo, uma disposição antigoverno que não existiu na eleição passada, porque o Bolsonaro ainda não era presidente”, completou.

(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)