REAÇÃO: Alguns ministros saem em apoio a Ricardo Salles; General Ramos, chamado de “Maria Fofoca”, foi um deles
Com repercussão menor ao movimento “Fora Salles” que agitou as redes sociais nesta quarta, apoiadores do ministro acusaram o twitter de derrubar a campanha em favor do atual ministro do Meio Ambiente
( Publicada oriiginalmente às 20h 03 do dia 21/04/2021)
(Brasília-DF, 22/04/2021) O ex-ministro da Educação do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), Abraham Weitraub, o secretário-geral da Presidência da República, Onyx Lorenzoni, e o ministro-chefe da Casa Civil, general Luiz Eduardo Ramos, foram os únicos bolsonaristas de peso – até agora – que encabeçaram e participaram da campanha para que o ministro Ricardo Salles continue a frente do Ministério do Meio Ambiente (MMA).
Com repercussão menor ao movimento “Fora Salles” que agitou as redes sociais nesta quarta-feira, 21, os apoiadores do ministro acusaram a plataforma de interação virtual, twitter, de derrubar a campanha em favor do atual ministro. De acordo com a internauta Joana Lima, “O twitter derrubou nossa tag e colocou o ‘Fora salles’ na frente. O jogo é muito baixo, mas nós somos resistentes e vamos prosseguir com tag nova. Divulguem, por favor! ‘Ricardo Salles Fica’”, acusou.
A falta de apoio de outros integrantes, sobretudo da ala militar do governo Bolsonaro, acontece após alguns meses o atual ministro do Meio Ambiente chamar o ex-secretário de Governo e atual ministro-chefe da Casa Civil, general Luiz Eduardo Ramos, de “Maria fofoca” num grupo de “whats’app” do governo, em que Salles reclamava que o general estaria pedindo a sua saída do governo. Agora, como Onyx e Weintraub, Ramos quer que o atual ministro do Meio Ambiente permaneça a frente do MMA.
Assim, restaram apenas as publicações Weitraub e Onyx a seu favor – num momento em que a campanha favorável a sua saída ganha apoio de celebridades e artistas como a cantora pop Anitta, que possui mais de 13,6 milhões de fãs apenas no twitter.
“‘Quinto dos infernos’ é sonho! A expressão vem dos 20% de impostos cobrados pela coroa portuguesa do Brasil colônia. Hoje, pagamos mais de dois quintos (40%) em impostos para manter o Estado Democrático de Direito. Tiradentes foi esquartejado. Nós somos esfolados. Fica Salles”, escreveu o ex-ministro da Educação em favor do atual titular do Meio Ambiente.
“Fica Salles”, resumiu em sua manifestação o atual secretário-geral da Presidência da República que também já ocupou em dois anos de governo Bolsonaro o comando da Casa Civil e do Ministério da Cidadania, o deputado federal licenciado Onyx Lorenzoni (DEM-RS). A mesma economia na publicação também foi registrada pelo general Ramos que apenas escreveu: “Fica Salles”.
(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)