31 de julho de 2025
Brasil e Poder

Após reunião com novo ministro da Saúde, Simone Tebet elogia Marcelo Queiroga a frente da pasta: “mudança de 180 graus”

Entretanto, senadora sul-matogrossense que lidera a bancada feminina no Senado voltou a disparar contra o presidente Jair Bolsonaro: “infelizmente”, o novo ministro “tem um chefe (…) que ainda se recusa” a mudar a orientação contra o covid-19

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Simone Tebet

( Publicada oriiginalmente às 16h 30 do dia 21/04/2021) 

(Brasília-DF, 22/04/2021) Após reunião na noite desta terça-feira, 20, com o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, a senadora Simone Tebet (MDB-MS) elogiou nesta quarta-feira, 21, o titular da pasta ministerial responsável pela condução do enfrentamento da pandemia do novo coronavírus (covid-19) a frente da pasta.

Segundo a senadora sul-mato-grossense e líder da bancada feminina no Senado, a mudança na gestão do Ministério da Saúde, entre a saída do ex-ministro – general Eduardo Pazuello, com a entrada do novo ministro – presidente licenciado da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), foi de “180 graus”.

A conversa entre Queiroga com Simone Tebet também foi acompanhada pelas senadoras Eliziane Gama (Cidadania-MA), Kátia Abreu (PP-TO), Leila Barros (PSB-DF), Mara Gabrilli (PSDB-SP), Nilda Gondim (MDB-PB), Rose de Freitas (MDB-ES) e Zenaide Maia (PROS-RN). O encontro aconteceu em ambiente remoto via transmissão pela internet.

Na oportunidade, Queiroga disse que existem “gestores e gestores”, ao comentar – por exemplo, que seu estado natal, a Paraíba, não enfrentou problemas de faltas de vagas em leitos nas unidades de terapia intensiva (UTI), ao elogiar indiretamente o governador daquele estado, João Azevêdo (Cidadania). E fez questão de ser assessorado no encontro com a bancada feminina no Senado por uma equipe do Ministério constituída só de mulheres.

As declarações de Tebet aconteceram em entrevista a “CNN Brasil”. Além de elogiar o novo ministro, a senadora voltou a disparar contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), a quem afirmou que “infelizmente”, Marcelo Queiroga “tem um chefe (…) que ainda se recusa” a mudar a orientação contra o covid-19 – que já matou mais de 381 mil brasileiros conforme o último registro do Conselho Nacional de Secretários estaduais de Saúde (Conass) divulgado neste dia 21 de abril.

“[O novo ministro] em visitado hospitais, tem buscado ajuda com a Organização Mundial da Saúde, tem conversado com laboratórios. Isso já é um grande salto positivo diante de um governo que negou por muito tempo, de uma forma totalmente equivocada, a pandemia. Nós temos que correr atrás do prejuízo. (…) Nesse aspecto, no que se refere à transparência, a própria estratégia do Ministério da Saúde, é um giro de 180 graus. Sabemos que ele pegou [o Ministério] no meio do caminho. E o que é mais grave? Ele tem um chefe, infelizmente... um governo federal que ainda se recusa a participar desse processo”, falou.

Vacinação

A senadora Simone Tebet e as demais senadoras aproveitaram o encontro com Marcelo Queiroga para pedir ao novo ministro uma maior celeridade na vacinação da população, visto que a doença respiratória – conforme o levantamento dos últimos internados em estado grave, começam a ser de pessoas jovens, que não possuiam comorbidades e nem doenças crônicas.

“Será que depois de quem tem comorbidades, tem mais de 60 anos, não temos que rever essa questão de cronologia de vacina em relação à faixa etária, uma vez que quem está mais intubado, mais nos hospitais e leitos são os jovens de 20 a 45 anos? (...) São oito milhões de pessoas com deficiência. Será que não temos que abrir uma exceção nesse plano, independente da faixa etária, e já começar a imunizar essas pessoas?”, perguntou a líder da bancada feminina no Senado ao ministro e também em sua fala na “CNN Brasil”.

 

(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)