31 de julho de 2025
Brasil e Poder

CÚPULA DO MEIO AMBIENTE: Todd Chapman, em artigo, diz que o Brasil tem que liderar neste momento e que não se pode deixar de cuidar das pessoas que estão na Amazônia

Chapman assina artigo com Peter Wilson, embaixador da Grâ-Bretanha

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Todd Chapman publica artigo com Peter Wilson, da Grã-Bretanha

( Publicada oriiginalmente às 15h 00 do dia 21/04/2021) 

(Brasília-DF, 22/04/2021) Os embaixadores dos Estados Unidos no Brasil, Todd Chapman, e Peter Wilson, da Grã-Bretanha, escreveram artigo que foi publicado no jornal”O Globo” desta quarta-feira,21, falando que o Brasil tem que ter papel de liderança neste momento no Planeta.

“Continuamos fortemente comprometidos em trabalhar com os brasileiros para ter um planeta melhor, mais limpo, mais próspero e mais saudável, beneficiando a todos. Como a Cúpula nos aproxima da COP26, agora é o momento para o Brasil aproveitar as parcerias já existentes e aceitar o convite para liderar e mostrar ao mundo que a responsabilidade ambiental e o crescimento econômico sustentável não são apenas possíveis, mas que nosso futuro coletivo depende deles.”, disseram.

Chappan, no Twitter, fala em mais desafio de nosso tempo.

“Amanhã, os olhos do mundo estarão voltados à Cúpula dos Líderes sobre o Clima. O objetivo: construir consenso e estimular ações para combater o maior desafio do nosso tempo – as mudanças climáticas.  Leia a opinião escrito com

@PeterWilson”, disse no Twitter.

Os embaixadores destacam que cabe aos brasileiros enfrentarem o desafio ambiental.  “A conservação da floresta não pode ser dissociada do cuidado dos povos que dela dependem para criar um futuro viável para eles próprios.”, afirmaram.

Eles falaram mais:

“O futuro da Amazônia brasileira e dos ecossistemas está nas mãos dos brasileiros. Desde o setor privado em São Paulo, que utiliza água em suas fábricas, passando pelos pecuaristas em Goiás, que abeberam seu gado, até as famílias indígenas que vivem da pesca no Acre, todos têm uma participação no destino dos recursos naturais e em seu futuro econômico.”, disseram.

Veja a íntegra do artigo:

Amanhã e sexta-feira, os olhos do mundo estarão voltados à Cúpula de Líderes sobre o Clima. Dezessete das maiores economias mundiais se juntam a líderes de outros países que estão demonstrando forte liderança climática ou que estão especialmente vulneráveis aos impactos climáticos. O objetivo: construir consenso e estimular ações para combater o maior desafio do nosso tempo — as mudanças climáticas.

Essa ciência não é nova. No entanto, é cada vez mais urgente que prestemos atenção aos alarmes e apoiemos uns aos outros para dar passos tangíveis na direção certa: reduzir as emissões de gases de efeito estufa, apoiar a inovação, criar empregos verdes, combater o desmatamento, preservar a biodiversidade e ajudar na transição do nosso modo de vida para modelos mais sustentáveis para as gerações vindouras. Hoje, mais empresas de nível mundial estão buscando tecnologia verde e incluindo as mudanças climáticas no desenvolvimento de seus planos de negócios, evidenciadas pelas 1.675 empresas em todo o mundo que já se comprometeram com a Corrida para Zero. Mais consumidores e acionistas estão exigindo produtos e serviços ecológicos e estão dispostos a pagar mais por eles. Os investidores estão calculando o risco climático e ambiental para informar suas decisões de carteiras de investimentos. Agora é a hora de aproveitar as oportunidades econômicas que estão batendo em nossas portas.

Sejamos claros, os governos dos EUA e do Reino Unido estão empenhados em liderar pelo exemplo e em trabalhar em parceria para alcançar metas climáticas mais ambiciosas. Os EUA anunciarão, amanhã, seu compromisso climático, juntando-se ao Reino Unido e a muitos outros países, que representam 70% da economia mundial e estabeleceram metas ambiciosas para alcançar emissões Net Zero, ou de neutralidade de carbono, até meados do século. A próxima década será decisiva. Os passos que os países derem este ano para preparar o sucesso do mundo farão toda a diferença.

O Brasil também é uma das maiores economias globais e abriga alguns dos mais importantes tesouros biológicos e ecológicos do mundo. Os esforços para limitar o aquecimento a 1,5°C na temperatura média global serão mais bem-sucedidos com a liderança e a ação do Brasil. E, por isso, os EUA e o Reino Unido estão trabalhando para expandir os diálogos profundos e amplos já existentes com o país. As três nações têm colaborado durante décadas na conservação da biodiversidade, no combate ao desmatamento e aos incêndios florestais, no apoio às comunidades que dependem de recursos naturais como meio de subsistência e na busca de inovações ecologicamente corretas.

A conservação da floresta não pode ser dissociada do cuidado dos povos que dela dependem para criar um futuro viável para eles próprios. Temos ajudado, coletivamente, os povos indígenas e quilombolas a consolidar a gestão territorial e ambiental e a expandir oportunidades econômicas sustentáveis. O futuro da Amazônia brasileira e dos ecossistemas está nas mãos dos brasileiros. Desde o setor privado em São Paulo, que utiliza água em suas fábricas, passando pelos pecuaristas em Goiás, que abeberam seu gado, até as famílias indígenas que vivem da pesca no Acre, todos têm uma participação no destino dos recursos naturais e em seu futuro econômico.

A Cúpula é uma oportunidade para os EUA, o Reino Unido, o Brasil e outros países assumirem um compromisso de proporcionar a liderança climática, enquanto nos preparamos para a COP26 e mais além. As políticas e compromissos dos EUA e do Reino Unido para mobilizar financiamentos que poderão ser anunciados ou confirmados na Cúpula trarão o mais alto nível de ambição. Dessa forma, valorizamos a carta enviada pelo presidente Bolsonaro ao presidente Biden, assim como reconhecemos os compromissos públicos e sua participação na Cúpula. Esperamos que as metas definidas pelo Brasil conduzam a esforços maiores do que cada um de nós já fez no passado.

Continuamos fortemente comprometidos em trabalhar com os brasileiros para ter um planeta melhor, mais limpo, mais próspero e mais saudável, beneficiando a todos. Como a Cúpula nos aproxima da COP26, agora é o momento para o Brasil aproveitar as parcerias já existentes e aceitar o convite para liderar e mostrar ao mundo que a responsabilidade ambiental e o crescimento econômico sustentável não são apenas possíveis, mas que nosso futuro coletivo depende deles.

*Embaixador dos Estados Unidos no Brasil e anfitrião da Cúpula dos Líderes.

**Embaixador do Reino Unido no Brasil e anfitrião da COP26

( da redação com informações de redes sociais e O Globo. Edição: Genésio Araújo Jr)