BRASÍLIA: Capital Federal completa 61 anos sofrendo com a pandemia, mas hoje vai ter vacinação
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( Publicada oriiginalmente às 09h 37 do dia 21/04/2021)
(Brasilia-DF, 22/04/2021) Brasilia, a Capital de Federal, incrustrada no Distrito Federal, completa 61 anos. O feriado nacional é pela Inconfidência Mineira, o “Dia de Tiradentes”, porém aqui é especial. A cidade conhecida por ter o povo com a maior renda per capita do Braisl e seu planejamento único é tombada pelo patrimônio histórico nacional e pela Unesco, das Nações Unidas.
A Capital enfrenta o mal momento da pandemia que afeta a todo e segundo estudo feito por pesquisadores da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, informa que a expectativa de vida dos moradores do Distrito Federal deve cair 3,68 anos, por conta da pandemia de Covid-19. A taxa é a maior do país e representa quase o dobro da média nacional, de 1,94 ano.
Ministério
Brasilia chega aos 61 como uma das unidades federadas que tem mais ministros no Governo Federal. A ministra da Secretaria de Governo da Presidência da República, Flávia Arruda é de Brasilia, deputada federal pela Capital Federal, assim como o ministro da Justiça, Anderson Torres.
Vacinação
No dia em que a capital federal comemora seus 61 anos, o Governo do Distrito Federal abrirá oito pontos de vacinação contra a covid-19. O público-alvo, idosos com 64 anos ou mais e integrantes do grupo prioritário que já receberam a D1 e estão com data marcada para a D2, pode procurar um desses pontos, das 9h às 17h, para receber o imunizante. Haverá atendimento tanto por drive-thru, quanto para pedestres.
A vacinação no feriado contará com o apoio do laboratório Sabin, Sesc e Secretaria de Justiça. O secretário de Saúde do DF, Osnei Okumoto, destaca a importância da imunização com a D1 e a necessidade de completar o esquema vacinal.
“As vacinas atualmente ofertadas no Brasil são seguras e aprovadas pela Anvisa e por órgãos internacionais de saúde. A CoronaVac e a AstraZeneca têm eficácia comprovada para proteger quem recebe as duas doses contra o coronavírus”, destaca.
Vacina de Oxford
Okumoto reforça que há estudos que comprovam a eficácia e segurança desta vacina. “A eficácia e a segurança das vacinas são monitoradas constantemente pela Anvisa. Devido a isso, a orientação é que os idosos compareçam aos pontos de vacinação para serem devidamente vacinados contra a covid-19”, disse o secretário.
A Referência Técnica Distrital de Infectologia da Secretaria de Saúde e coordenadora da Câmara Técnica Covid-19, Lívia Vanessa Ribeiro, explica que “a associação da vacina com formação de coágulos foi reportada com evento adverso pela associação médica europeia. Entretanto, sabemos que o risco de desenvolvimento de fenômenos tromboembólicos associados à covid-19 é em torno de 16%, enquanto de desenvolver algum coágulo é de bem menos do que 0,05%”.
Segindo Lívia, “o momento é de alerta, pois estamos em uma fase delicada em relação à covid-19, com alta taxa de transmissão e internações hospitalares em decorrência da covid-19”. Além da vacina como principal estratégia de controle da pandemia, outras medidas não farmacológicas como distanciamento social devem ser adotadas.
O Governo do Distrito Federal destaca que a população-alvo pode e deve procurar as salas de vacina para receber a primeira dose sem receios quanto à segurança do imunizante. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que produz a vacina no Brasil, explicou por meio de nota sobre a divulgação de análises sobre possível relação entre eventos extremamente raros de coágulos sanguíneos associados à baixa contagem de plaquetas (trombocitopenia) e à aplicação da vacina Oxford/AstraZeneca.
Segundo a Fiocruz, os casos bastante raros observados, com possível relação com a vacina, continuarão sendo investigados. Recomenda-se fortemente a continuidade da vacinação, pois os benefícios superam em muito os riscos. A vacina oferece alto nível de proteção contra todos os graus de severidade da covid-19.
No mundo, mais de 200 milhões de pessoas já receberam a vacina Oxford/AstraZeneca, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Em comunicado, a OMS reforçou a necessidade de mais estudos para compreender totalmente a potencial relação entre a vacinação e possíveis fatores de risco. Além disso, o órgão destacou que os eventos adversos raros após imunização em massa são comuns de serem identificados e nem sempre estão ligados à vacinação, entretanto, devem ser investigados.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)