ABIN: Alexandre Ramagem diz que ele e ABIN não estão envolvidos em “suposto” relatório que apoiava Flávio Bolsonaro no caso rachadinhas; sindicância aponta vazamento de informação feita por servidor
Veja nota da GSI, também
( Publicada originalmente às 13h 22 do dia 07/04/2021)
(Brasília-DF, 08/04/2021) O diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência(ABIN) se manifestou em sua conta no Twitter e em outras redes sociais nesta quarta-feira, 7, sobre niotícias em alguns veículos de imprensa em que a agência teria produzido relatórios para orientar o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) em sua defesa no chamado “Caso Rachadinhas”. A Abin também divulgou nota quarta-feira,7, informando que foi aberta investigação interna para descobrir como essa informação surgiu. Investigação aponta que servidor poderia ter feito vazamento fraudulento.
A Agencia informa que sindicância interna realizada em todas as redes, documentos e atividades da instituição – além de bases de dados de outros órgãos às quais a Agência tem acesso – demonstrou que a ABIN não teve qualquer ligação com supostos relatórios, criados para auxiliar a defesa de Flávio Bolsonaro.
Servidor da Abin
“A área de segurança da informação da ABIN possui registros de toda e qualquer atividade executada em suas redes. Toda a cadeia de produção de Inteligência foi auditada. A apuração assegura que nenhum servidor da Agência produziu, teve acesso ou consultou informações relacionadas aos supostos relatórios.”, diz parte da nota.
A agência diz que a íntegra dos documentos, divulgadas apenas após determinação da Procuradoria-Geral da República (PGR), evidencia a total impossibilidade do conteúdo ter sido elaborado pela ABIN ou por Alexandre Ramagem. Membros da carreira de Inteligência, da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Advocacia-Geral da União (AGU) participaram da apuração.
A Abin informa que a sindicância interna também identificou fonte de vazamento de informações sigilosas da Agência. “Partes do organograma interno e identidade de servidores foram criminosamente vazados para dar aparência de veracidade às matérias e atribuir suposta responsabilidade pela elaboração dos relatórios.:, diz a nota.
Nessa terça-feira, 6, pela manhã, face o resultado das sindicâncias foram realizadas ações de busca e apreensão, determinadas pela Justiça, para apurar responsabilidade criminal pelo ocorrido.
A ABIN ressalta que a imprensa cumpre papel fundamental perante à sociedade quando trabalha de forma livre, profissional e voltada à busca da verdade. Todavia, a criação de falsas narrativas e imputação leviana de ilícitos acarretam danos a pessoas, às instituições e à devida formação da opinião pública.
GSI
O General Augusto Heleno, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, se manifestou em sua conta no Twitter, também tratou do assunto. Veja a íntegra da postagem com uma nota à imprensa.
“Em relação às matérias veiculadas por parte da mídia, que acusaram, de forma leviana, o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República e a Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) pela confecção e remessa de supostos “relatórios” que beneficiariam a defesa de Senador da República, informamos o seguinte:
1. A ABIN, com o objetivo de restabelecer a verdade, concluiu Sindicância, em que há fortes indícios da participação de um servidor, que falseou a verdade e repassou informações à imprensa;
2. Os autos foram remetidos à Polícia Federal que, ontem, 06 Abr 21, realizou busca e apreensão, na Agência, na estação de trabalho do servidor; em sua residência e já colheu seu depoimento;
3. A Corregedoria da ABIN afastou-o de suas funções e deu início ao Processo Administrativo Disciplinar (PAD), conforme a Lei Nr 8.112, de 11 Dez 90;
4. Auditoria realizada na base de dados da Agência afasta, por completo, qq possibilidade de confecção dos relatórios divulgados;
5. Independentemente da condução do Inquérito pela Polícia Federal, serão adotadas medidas judiciais, criminais e cíveis, contra os responsáveis pelas notícias, que visavam a desmoralizar e atingir a credibilidade das duas Instituições e de seus servidores.”, diz o texto.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)