Pacheco diz, em encontro com prefeitos das principais cidades, que falta de coordenação retardou o enfrentamento da pandemia
Presidente do Congresso Nacional afirmou, ainda, que iniciativa dos municípios em instituir um consórcio para adquirir vacinas e insumos deve ser louvado e repetido no país como resultado da união para enfrentar o covid-19
( Publicada originalmente às 19h 00 do dia 01/04/2021)
(Brasília-DF, 02/04/2021) O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), avaliou nesta quinta-feira, 1º de abril, que a falta de coordenação para o enfrentamento da pandemia da Covid-19 impediu que o país respondesse de maneira correta a crise na área da saúde, que atualmente se encontra no momento mais agudo da pandemia do novo coronavírus (covid-19), que já matou mais de 325,2 mil brasileiros conforme os dados divulgados pelo Conselho Nacional de Secretários estaduais de Saúde (Conass).
A declaração do senador mineiro aconteceu durante a sua participação na reunião virtual com a diretoria da Frente Nacional de Prefeitos (FNP). Na oportunidade, Pacheco destacou que a falta de uma coordenação nacional impediu que o enfrentamento a pandemia ocorresse de forma “eficaz” e “célere”. O presidente do Senado explicou também aos prefeitos os trabalhos que estão sendo feitos no comitê de crise criado pelo governo federal para que o país possa superar a pandemia de covid-19.
Como a FNP é a idealizadora do Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras (Conectar), o senador do DEM comentou ter solicitado ao Ministério da Saúde um cronograma mais crível de imunização no país, uma vez que essa é a principal forma de minimizar a proliferação do vírus.
“Não há nada pior, num momento como esse, do que a desarticulação, a falta de coordenação. E o Brasil revelou, infelizmente, a partir dessa falta de coordenação, algo que nós não podíamos ter feito. Desde o início, era preciso ter coordenado todos os entes federados para podermos enfrentar da melhor forma possível essa pandemia”, falou Pacheco.
“Esse consórcio é uma demonstração de unificação dos municípios brasileiros, algo a ser seguido. Temos que reconhecer que o Brasil atrasou esse processo, atrasou esse cronograma e estamos correndo atrás do tempo nesse momento”, comentou.
Estados e municípios
O senador mineiro reconheceu o esforço da FNP por liderar a iniciativa que segue uma premissa que, na avaliação dele, deve ser prioridade: a unificação de ideias e de ações para o enfrentamento à doença. O Conectar é o primeiro consórcio público de cidades brasileiras que surgiu como alternativa para a compra de medicamentos, insumos e vacinas contra o coronavírus, num cenário em que a demanda não é atendida a contento pelo governo federal. Cerca de 2.600 municípios se manifestaram favoráveis ao projeto.
Interlocutor dos governadores no comitê de crise, Pacheco avaliou ainda que é louvável a ideia de incluir representantes dos prefeitos e dos governadores no grupo de trabalho.
“A intenção não é subtrair a responsabilidade ou assumir a responsabilidade exclusiva pelo enfrentamento. É apenas uma organização de ideias para que o presidente da República faça uma coordenação geral, para que ele tenha conhecimento das ações do Legislativo, para que nós tenhamos conhecimento das ações do Executivo, e o diálogo muito franco com os demais segmentos e, sobretudo, com governadores e prefeitos”, complementou.
Fala dos prefeitos
Já o presidente da FNP, Jonas Donizette, é que dois prefeitos possam representar as cidades nas discussões do grupo para contribuir na definição de medidas de enfrentamento à pandemia. Na sequência, o prefeito de Florianópolis (SC), Gean Loureiro, presidente do Conectar disse que o movimento dos municípios representa “150 milhões de brasileiros”, com a finalidade do consórcio promover uma importante “missão” do municipalismo hoje, que “é somar esforços para acelerar o processo de vacinação”.
“Seria um prefeito de capital e outro que represente as médias e grandes cidades. A ideia é ajudar, somar, como é o propósito também do Consórcio Conectar, que a FNP liderou”, declarou Donizette.
Transporte público
Em busca de sensibilizar o Congresso Nacional também para a demanda do transporte público, o prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), pediu que as Casas legislativas atuem em favor de uma iniciativa legislativa que garanta socorro ao sistema de transporte público em curto prazo.
“O fato é que precisamos gerar caminhos. Depois da pandemia, o pior problema hoje enfrentado nas cidades é o transporte público”, alertou o prefeito soteropolitano.
(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)