INDÚSTRIA: Setor recuou -0,7% em fevereiro e interrompe 9 meses seguidos de altas
Números do IBGE foram divulgados nesta manhã
( Publicada originalmente às 11h 15 do dia 01/04/2021)
(Brasília-DF, 02/04/2021) O IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou nesta quinta-feira, 1º, os número de sua Pesquisa Industrial Mensal(PIM) referente ao mês de fevereiro de 2021 revelando que o setor recuou -0,7% frente a janeiro, o primeiro mês do ano. Esse recuou mostrou uma paralização numa série de 9 meses seguidos de altas. Essa alta acumulou 41,9%.
Se formos comparar com fevereiro de 2020, houve avanço de 0,4%. A indústria acumula crescimento de 1,3% no ano e queda de 4,2% nos últimos doze meses, o recuo menos intenso nesse indicador desde abril de 2020 (-2,9%).
Indústria varia 0,4% em relação a fevereiro de 2020
Ante igual mês de 2020, a indústria apresentou variação positiva de 0,4% em fevereiro de 2021, com altas em duas das quatro grandes categorias econômicas, 17 dos 26 ramos, 52 dos 79 grupos e 56,4% dos 805 produtos pesquisados. Vale citar que fevereiro de 2021 teve o mesmo número de dias úteis do que igual mês do ano anterior, 18 dias.
Entre as atividades, as principais influências positivas vieram de máquinas e equipamentos (18,5%), outros produtos químicos (8,1%), produtos de metal (10,6%) e produtos de minerais não-metálicos (9,7%). Outros impactos positivos importantes foram dos ramos de metalurgia (5,1%), produtos de borracha e de material plástico (7,0%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (10,0%), celulose, papel e produtos de papel (4,0%) e produtos têxteis (6,3%).
Por outro lado, entre as nove atividades em queda, indústrias extrativas (-6,7%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-6,7%), produtos alimentícios (-4,4%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-3,8%) exerceram as maiores influências negativas na formação da média da indústria. Vale destacar também as contribuições negativas assinaladas pelos ramos de outros equipamentos de transporte (-22,5%), de bebidas (-5,0%) e de manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-12,3%).
Entre as grandes categorias econômicas, bens de capital (16,1%) mostrou o avanço mais acentuado. É sexta taxa positiva consecutiva nessa comparação. O segmento de bens intermediários (0,5%) também cresceu acima da média da indústria, com o oitavo resultado positivo consecutivo nessa comparação, mas o menos intenso da sequência.
Por outro lado, os setores de bens de consumo duráveis (-8,4%) e bens de consumo semi e não-duráveis (-1,6%) registraram as taxas negativas no mês.
Duas das quatro grandes categorias econômicas acumulam altas em 2021
No acumulado do ano (janeiro-fevereiro), frente a igual período do ano anterior, a indústria cresceu 1,3%, com resultados positivos em duas das quatro grandes categorias econômicas, além de 17 dos 26 ramos, 52 dos 79 grupos e 58,6% dos 805 produtos pesquisados.
Entre as atividades, máquinas e equipamentos (18,1%), produtos de metal (13,2%) e outros produtos químicos (6,8%) exerceram as maiores influências positivas sobre a indústria. Outras contribuições positivas vieram dos ramos de minerais não-metálicos (10,9%), metalurgia (6,1%), produtos de borracha e de material plástico (8,3%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (9,8%), produtos têxteis (13,1%) e celulose, papel e produtos de papel (4,5%).
Já entre as nove atividades em queda, as principais influências vieram de produtos alimentícios (-5,1%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-4,0%). Também deram contribuições negativas as indústrias extrativas (-3,0%), outros equipamentos de transporte (-30,2%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-12,9%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,6%), bebidas (-2,7%) e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-4,5%).
Entre as grandes categorias econômicas, a maior alta acumulada no ano foi em bens de capital (16,6%), mas o segmento de bens intermediários (1,7%) também cresceu acima da média da indústria. Por outro lado, o setor de bens de consumo duráveis (-6,3%) teve a queda mais intensa entre as grandes categorias econômicas, seguido por bens de consumo semi e não-duráveis (-1,1%).
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)