31 de julho de 2025
Brasil e Poder

Após criticar a escolha de Anderson Torres para o Ministério da Justiça, “bancada da bala” solta outra nota manifestando “ampla e irrestrita concordância” pela indicação do novo ministro

Na terça-feira, 30, os deputados e senadores da frente parlamentar de segurança pública disse que o novo ministro escolhido por Bolsonaro tinha histórico de “atuação parcial”; nesta quarta, 31, desdisseram todas as críticas que fizeram

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( Publicada originalmente às 08h 43 do dia 31/03/2021) 

(Brasília-DF, 01/04/2021) Após criticar nessa terça-feira, 30, a escolha de Anderson Torres pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para ser o novo nome que estará a frente do Ministério da Justiça e da Segurança Pública, a “bancada da bala”, como é conhecida a frente parlamentar do setor, soltou outra nota nesta quarta-feira, 31, em que manifestar “ampla e irrestrita concordância” pela indicação do novo ministro.

Na terça-feira, 30, os deputados e senadores da frente parlamentar de segurança pública disseram, em nota conjunta com 12 entidades representativas da área, que o novo ministro escolhido por Bolsonaro tinha histórico de “atuação parcial”. Segundo eles, “O Ministério da Justiça e Segurança Pública, enquanto órgão central do Sistema Único de Segurança Pública, é voltado a medidas nacionais (…) e não apenas da defesa de um de seus cargos, é a essência do propósito de ‘mais Brasil e menos Brasília’”.

Após a publicação da nota crítica na terça, a “bancada da bala” numa outra nota também em conjunto com outras dez entidades da área, publicada nesta quarta-feira, 31, desdisse todas as críticas que fez contra Anderson Torres e afirmou que “não há dúvidas de que a indicação facilitará nas relações com o Congresso Nacional, particularmente, pela já conhecida experiência de Anerson Torres nos trabalhos desenvolvidos no parlamento”.

A nota de terça-feira da “bancada da bala” foi elaborada em consonância com as seguintes entidades: Federação Nacional de Policiais Federais, Conselho Nacional de Comandantes Gerais das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares do Brasil, Associação dos Peritos Criminais Federais, Federação Nacional de Policiais Penais Federais, Federação Nacional de Entidades Representativas de Oficiais Militares Estaduais, Associação Nacional de Praças, Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis, Conselho Nacional de Corpos de Bombeiros Militares do Brasil, Associação Nacional das Entidades Representativas de Policiais Militares e Bombeiros Militares e Pensionistas do Brasil, Associação Brasileira de Criminalística e Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais.

Já a nota desta quarta-feira, 31, foi elaborada em sintonia com Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, Federação Nacional dos Delegados de Polícia Federal, Federação Nacional dos Policiais Rodoviários Federais, Sindicato dos Delegados de Polícia Federal do DF, ES e BA (Sindepol), Central Única Nacional dos Policiais Federais (Centrapol), Associação Nacional das Mulheres Policiais do Brasil (Ampol), Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de Minas Gerais (SindPF-MG), Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Sindpesp), Associação Nacional dos Delegados de Polícia Judiciária (ADPJ), Sindicato dos Delegados de Polícia Federal do Estado do Paraná (SindPF-PR).

 

(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)