ECONOMIA: Instituição Fiscal Independente estima PIB em 3% e recessão técnica no primeiro semestre
Veja os números
( Publicada originalmente às 16h 41 do dia 22/03/2021)
(Brasília-DF, 23/03/2021) A Instituição Fiscal Independente(IFA), ligada ao Congresso Nacional e que ganhou muito respeito no Mercado, divulgou na tarde desta segunda-feira, 22, o seu Relatório de Acompanhamento Fiscal(RAF) nº 50. A Política Real destaca que a IFA deu especial atenção ao impacto do retardo do vacinação na economia nacional. IFA já vê recessão técnica no primeiro semestre.
Risco de recessão técnica no primeiro semestre.
A projeção atual da IFI é de 3% para o avanço do Produto Interno Bruto de 2021. Como o primeiro trimestre deve ter um desempenho fraco, com risco de recessão técnica no primeiro semestre, essa estimativa dependerá de uma recuperação, no segundo semestre, condicionada ao avanço da vacinação de parte substancial da população e à decorrente redução das medidas de afastamento social, hoje inescapáveis. As medidas são necessárias para evitar o espalhamento do vírus e terão de durar tanto tempo quanto o país demorar a vacinar percentual relevante da população brasileira.
Agravamento da pandemia e nova perspectiva para a atividade econômica pode piorar as projeções de receita.
A projeção da IFI para a receita primária, em 2021, contempla a expectativa de melhora da atividade econômica e recuperação da arrecadação de tributos. Essa projeção, no entanto, poderia ser prejudicada em razão do agravamento das condições da pandemia e das medidas necessárias de isolamento social adotadas por governos estaduais e municipais no Brasil em março. Essas medidas podem perdurar por mais algum tempo, comprometendo a trajetória esperada para a atividade econômica no ano, caso a vacinação não avance mais rapidamente
Resultado do setor público
Agravamento da pandemia poderá piorar as projeções para as variáveis fiscais. Essas projeções poderão ser influenciadas pelo recrudescimento da pandemia e a adoção de novas medidas de isolamento social da população adotadas pelos governos estaduais e municipais em março de 2021. Caso as medidas vigorem por mais tempo do que o inicialmente previsto nos respectivos decretos, a perspectiva para a atividade econômica nos próximos meses ficará comprometida, assim como as despesas destinadas ao combate à pandemia subirão. De acordo com o governo, toda a despesa associada à vacinação será realizada por meio de créditos extraordinários no Orçamento de 2021.
O cenário pode piorar em razão de eventuais atrasos nos programas de vacinação. Como se sabe, a oferta de vacinas em âmbito global está sendo insuficiente para o atendimento da demanda. Dessa forma, o avanço da vacinação no Brasil estará dependente de acordos para a importação dos imunizantes até que a produção local adquira uma escala relevante, o que só deverá ocorrer mais para o final do ano.
Endividamento
A perspectiva é de manutenção das taxas de juros próximas a zero, por algum tempo, nos Estados Unidos, assim como de forte crescimento econômico naquela economia. Na China, principal parceiro comercial do Brasil, há também boa perspectiva para a atividade. O avanço da vacinação em âmbito global é igualmente benéfico por dissipar incertezas em relação à recuperação do PIB dos países. De todo modo, a velocidade com que essa imunização das populações avança, em certos países, pode ainda trazer incertezas ao cenário, visto que não afasta completamente eventuais medidas de isolamento social, o que pode, por sua vez, comprometer a recuperação das economias.
Veja a íntegra do relatório AQUI.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)