VACINAS: Pazuello e Queiroga comemoram as primeiras 500 mil doses da vacina da Astrazeneca produzidas no Brasil pela Fiocruz
Ambos os ministros, reforçaram a importância dos imunizantes serem fabricados no país; responsável pela vigilância em saúde afirmou que o país está monitorando as suspensões desta vacina em países europeus e tranquilizou a população
( Publicada originalmente às 18h 50 do dia 17/03/2021)
(Brasília-DF, 18/03/2021) Os ministros da Saúde, general Eduardo Pazuello – de saída do cargo, e o médico paraíbano Marcelo Queiroga, comemoram nesta quarta-feira, 17, as primeiras 500 mil doses da vacina da Astrazeneca produzidas no Brasil e entregues pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com a universidade inglesa de Oxford.
Ambos os ministros, responsáveis pela pasta que conduz o enfrentamento da pandemia do novo coronavírus (covid-19) – que já matou mais de 284 mil brasileiros até o momento, desde março de 2.020, reforçaram a importância dos imunizantes serem fabricados no país.
Entretando, Queiroga – presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, destacou que pretende instituir em todas as unidades hospitalares do país uma uniformização e padronização nos protocolos de atendimentos com covid e que o país conseguirá controlar a pandemia aderindo ao distanciamento social aliado à vacinação em massa e junto com medidas preventivas como o uso de máscaras e prática higienizante a todo momento.
“O Complexo Econômico e Industrial da Saúde vai nos garantir autonomia para a produção da vacina neste ano e nos próximos, pois o vírus veio para ficar. A Fiocruz é uma instituição de alto nível do Estado brasileiro, herdeira dos grandes feitos de Oswaldo Cruz e Carlos Chagas, que no passado combateram epidemias, e promotora da ciência e da vida. É o serviço público dando respostas à população e atendendo às demandas do [Sistema Único de Saúde] SUS. É fundamental que a conduta assistencial no país como um todo seja homogênea. Precisamos ter protocolos uniformizados de assistência nas UTIs e transferir a expertise que se encontra nos grandes centros para as unidades de terapia intensiva que estão nas cidades mais distantes, nos estados menores. O paciente precisa de um atendimento mais rápido”, falou o novo ministro da Saúde.
Por sua vez, Pazuello frisou que durante a seu período a frente do Ministério, ele conseguiu contratar 562 milhões de doses de vacinas de sete fabricantes diferentes e que, em breve, o Brasil e os brasileiros começarão a respirar mais aliviados.
“A entrega que fazemos hoje ainda é pequena, mas muito simbólica. A partir de agora temos uma segunda instituição produzindo a vacina no Brasil. Infelizmente ocorreram atrasos que nos fizeram sangrar. Mas chegou a hora da virada. Temos 562 milhões de doses contratadas, de sete produtores diferentes, e nesta semana vamos disponibilizar 5,6 milhões. Haverá uma continuidade na nova gestão. Vamos controlar a pandemia com a vacinação e a adoção dos novos hábitos. E permanecerei próximo à Fiocruz, uma instituição fantástica”, complementou o ainda ministro da Saúde que está de saída da pasta.
Monitoramento
Já o responsável pela vigilância em saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, afirmou que o país está monitorando as suspensões desta vacina ocorridas em nove países europeus e tranquilizou a população quanto a eficácia e a segurança da vacina pertencente ao laboratório farmacêutico Astrazeneca.
Nos últimos dias, alegando ocorrências de vários casos de trombose em pacientes que receberam a aplicação da vacina Itália, Dinamarca, Noruega, Islândia, Áustria, Estônia, Lituânia, Letônia e Luxemburgo decidiram suspender o uso do imunizante em seus países, até a certificação que os casos de trombose não tem ligação com a vacina em si.
“Criamos o primeiro boletim dedicado a esses efeitos e temos mantido uma vigilância permanente, com total controle dos imunizantes que são distribuídos, com o apoio da Anvisa. A vacina produzida pela Fiocruz apresenta altíssima eficácia e segurança também em relação às variantes do coronavírus. A população pode ficar tranquila que tudo está sendo muito bem monitorado”, garantiu Arnaldo Medeiros.
(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)