31 de julho de 2025
Brasil e Poder

No lançamento de frente parlamentar, Danilo Forte afirma que nos próximos cinco anos, setor de energia renovável pode geral 1,2 milhão empregos

Parlamentar do PSDB cearense destacou em fala feita aos ministros da Agricultura, do Meio Ambiente e de Minas e Energia, que setor não quer ajuda do governo, mas apenas apoio para explorar as potencialidades do país

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Danilo Forte fala no lançamento da Frente das Energias Renováveis Genésio Araújo

( Publicada originalmente às 15h 00 do dia 17/03/2021) 

(Brasília-DF, 18/03/2021) Em lançamento de frente parlamentar em defesa da energia renovável nesta quarta-feira, 17, o deputado Danilo Forte (PSDB-CE), coordenador e presidente do agrupamento parlamentar, afirmou que nos próximos cinco anos, o referido setor poderá geral até 1,2 milhão empregos em todo o país.

A declaração aconteceu em cerimonia de instalação da frente, que aconteceu em espaço cedido pela Frente Parlamentar de apoio a Agropecuária (FPA) – conhecida como "bancada ruralista" que é apoiada por entidades como a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Sociedade Brasileira Rural, dentre outras.

Na oportunidade, o parlamentar do PSDB cearense destacou em fala feita aos ministros da Agricultura, Tereza Cristina, do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e de Minas e Energia, Bento Albuquerque, presentes no evento, que o setor não quer ajuda do governo, mas, sim, apenas apoio para conseguir explorar as potencialidades do país em matrizes de energia limpas como as de biomassa, eólica e solar.

O tucano cearense destacou que se um país como a Alemanha, com uma área territorial do tamanho do estado da Bahia, com baixas incidências de sol e um inverno rigoroso conseguiu trocar em dez anos a matriz energética então baseada em termoelétricas movidas a carvão mineral e fissão nuclear, o Brasil pode e deve fazer muito mais.

"A gente começou esse trabalho agora no início do semestre legislativo, na segunda semana de fevereiro e a maior surpresa e a mais agradável de todas foi a receptividade que a gente teve no corpo dos colegas deputados para incorporarem esta frente em busca da defesa das energias renováveis. Em menos de duas semanas e olha que está difícil o contato devido muitos deputados estarem remotos devido este momento triste que o mundo e o Brasil atravessa na pandemia, mas de 200 deputados aderiram a frente. Chegamos a ter 312 assinaturas depois de uma burocracia na direção da Mesa da Câmara, que reduziu um pouco, mas mesmo assim nós temos mais de 200 deputados efetivamente participando da frente e não encontramos nenhum se não", iniciou.

"O mundo está mudando e mudando numa velocidade muito rápida. Em 2.012, há dez anos atrás, 75% da energia da Alemanha era oriunda da queima do carvão mineral e 25% era nuclear. Hoje essa equação está totalmente mudada. Imediatamente após ao desastre de Yokushima, eles desligaram toda produção nuclear e no ano que vem, já em 2.022, eles fecham a última térmica e vão usar apenas a energia térmica apenas como reserva do sistema total de energia renovável que eles estão inaugurando num país como a Alemanha. E olhe que nós temos mais ventos e mais sol que a Alemanha. Então se a Alemanha foi capaz de fazer essa mudança em apenas dez anos, imagine o que o Brasil não é capaz de fazer e com isso liberando. Se a gente avançar nesta pauta, em cinco anos nós temos condições de criar no Brasil 1,2 milhão de empregos só nesta transformação", complementou.

(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)