31 de julho de 2025
Brasil e Poder

No dia em que país registra 2.841 mortes, novo ministro da Saúde afirma que manterá gestão de Pazuello para enfrentar pandemia

Número de óbitos no balanço diário feito pela pasta ministerial é o maior desde o início da pandemia; Queiroga afirma que vai se empenhar para atuar em conjunto com secretários estaduais e municipais de Saúde

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( Publicada originalmente às 19h 46 do dia 16/03/2021) 

(Brasília-DF, 17/03/2021) No dia em que o Brasil registrou 2.841 mortes causada pelo novo coronavírus (covid-19) nas últimas 24 horas, o novo ministro indicado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para assumir o comando do Ministério da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta terça-feira, 16, que manterá a gestão do ainda ministro, general Eduardo Pazuello, para enfrentar pandemia, que já matou de 282 mil brasileiros.

O número de 2.841 óbitos é o mais alto de toda série do balanço diário feito pela pasta ministerial desde o início da pandemia, em março do ano passado. A declaração de Queiroga aconteceu após uma reunião que teve com Pazuello. Na oportunidade, o novo ministro falou também que vai se empenhar para atuar em conjunto com secretários estaduais e municipais de Saúde.

“Não é uma transição, é um só governo. Continua o governo Bolsonaro. Continua o ministro da Saúde. Trocam o nome de um oficial general que estava aqui organizando a parte operacional, a gestão, a liderança, a administração e agora vai chegar um médico com toda a sua experiência na área de saúde para poder ir além. Então nós estamos somando neste momento, não dividindo, não separando. É um somatório”, falou.

“Sobretudo agora temos que unir esforços com os secretários municipais de Saúde. O Brasil tem mais de 5.570 municípios, então há mais de 5.570 secretários municipais de Saúde. Há os secretários estaduais de Saúde, há os órgãos representativos como o Conass [Conselho Nacional de Secretários de Saúde] e o Conasems [Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde]. O Ministério da Saúde está muito empenhado em trabalhar de maneira harmônica e, em parceria, para melhorar a condição de assistência, para que efetivamente os mais de 500 milhões de doses de vacinas, que já foram tratadas aqui na gestão do ministro Pazuello, sejam aplicadas nos brasileiros de uma maneira eficiente de tal sorte que nós consigamos conter a situação do vírus e, por fim, essa pandemia”, complementou o novo ministro.

Máscaras

Entretanto, não teceu qualquer comentário sobre a principal demanda das autoridades sanitárias locais de que o país precisaria de um lockdown nacional, restrigindo ao máximo entre duas semanas e um mês a circulação de pessoas em todo o país, com o objetivo de evitar que mais pacientes entrem na fila de atendimento das unidades hospitalares que se encontram sem leitos para tratamento de doenças. Ele pediu apenas que os brasileiros continuem a fazer uso das máscaras de proteção facial e de cuidados cotidianos com a higiene, como o uso corriqueiro de álcool em gel.

“Vou conclamar à população que se utilize máscara, para que se use álcool em gel. São medidas simples, mas importantes. É preciso unir os esforços de enfrentamento à pandemia com a preservação da atividade econômica”, completou sem dar uma palavra sobre a outra demanda de estados e municípios que é a aceleração na aquisição de vacinas para imunizar o mais rápido a população brasileira.

(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)