31 de julho de 2025
Brasil e Poder

CHEFES DO LEGISLATIVO: Tanto Arhtur Lira como Rodrigo Pacheco são contra lockdown nacional; Pacheco não descarta CPI da Pandemia, mas agora não

Veja mais

Publicado em
671159ad65b96dbea70af70391008b53.jpg

( Publicada originalnalmente às 08h40 do dia 15/03/2021) 

(Brasília-DF, 16/03/2021) Depois da promulgação da PEC Emergencial no final da manhã desta segunda-feira, 15, os presidente da Câmara e do Senado, respectivamente, deputado Arhtur Lira(Progressistas-AL) e o senador Rodrigo Pacheco(DEM-MG) voltaram a das declarações, mas dessa vez num evento online realizado pelos jornais Valor Econômico e O Globo. Tanto Pacheco com Lira são contrários a lockdown nacional, mas não descartam situações localizadas.  Pacheco voltou a dizer que não é hora, ainda, de uma CPI para investigar a pandemia mas que noutro momento as responsabilidades devem ser investigadas

Pacheco afirmou que o Congresso poderá instalar em um outro momento uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) para apurar erros e eventuais crimes cometidos no combate à pandemia. "A solução não virá por uma CPI", ponderou. Pacheco ainda afirmou que o sistema remoto de trabalho no Congresso dificulta o funcionamento de uma CPI.

“Tudo isso que está acontecendo em todos os estados, em alguns com maior gravidade, será apurado. Haverá julgamentos jurídicos, políticos e morais. Mas, nesse instante, com média de duas mil mortes diárias e uma escala de vacinação que não chegou ao ideal, podemos nos permitir esse apontamento insistente de culpados sobre o que aconteceu, ou é melhor buscar soluções para os problemas? Porque os erros ainda não terminaram. Certamente haverá outros que terão de ser investigados, inclusive através de CPI “, disse Pacheco.

Ele reconheceu erros na condução da pandemia e falou sobre lockdown.

“ Não me parece que seja racional um lockdown absoluto no país neste exato momento. Assim como não se pode negar a necessidade de tomadas de medidas caso a caso. É evidente que temos a constatação de que houve erros. Depois de um ano, não era para estarmos em um momento de carência de leitos de UTI. Era preciso ter previsibilidade de que uma nova onda poderia sugerir, de que uma mutação poderia acontecer. Tínhamos que ter acelerado o processo de vacinação. Toda a solução do problema está irremediavelmente no aumento da escala de vacinação, este tem que ser o foco absoluto do Congresso”,  declarou Pacheco.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), descartou a adoção de lockdown geral no País para conter a pandemia de coronavírus ou mesmo a tomada de medidas mais restritivas em regiões mais atingidas pela Covid-19.

"Não há necessidade neste momento de medidas mais duras. Todos os extremos neste momento são complicados. Extremos não ajudam", apontou Arthur Lira. "Precisamos despolitizar a pandemia. Já sofremos isso com remédios, na vacina, e agora com a pandemia atingindo nível mais crítico."

"Casos pontuais merecem ser tratados de maneira diferenciada. O Brasil é um país continental, como se fosse a Europa. Não podemos defender um lockdown em toda a Europa, sem diferenciar a Itália de Portugal. Um lockdown de 100% é uma loucura. Vai causar mais instabilidade do que estabilidade no País. Um lockdown zero é falta de racionalidade", disse.

Arthur Lira declarou ser otimista por natureza, e considera ser possível deixar funcionar a economia a partir de critérios técnicos. "Medidas protetivas de fechamento da economia são perigosas", alertou. "Temos de vacinar e buscar alternativas. A população já sabe o que pode e o que não pode."

O presidente da Câmara apontou para a necessidade de diminuir as diferenças sobre o combate à crise do coronavírus. "Não é hora de encontrar culpados. É hora de curar quem está doente e prevenir com a vacina quem ainda não adoeceu. Temos a obrigação de nos posicionarmos sempre com muito equilíbrio, para trabalharmos todos juntos", apontou.

Reforma tributária

Lira lembrou que a reforma tributária será discutida em uma comissão mista de senadores e deputados, presidida pelo senador Roberto Rocha(PSDB-MA) e com relatoria do deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).

"Vamos ter uma gestão compartilhada, uníssona, sem vaidades, para que a discussão seja a mais ampla possível", defendeu. Ele espera que a proposta seja aprovada em até oito meses pelas duas casas do Congresso. "É a mais importante das reformas", apontou. "Teremos menos burocracia e maior previsibilidade para as empresas, com menos custo. Será a melhor resposta para a crise."

Arthur Lira reconheceu as dificuldades para aprovar a reforma tributária, especialmente porque a pandemia dificulta a discussão da proposta. "A questão mexe com interesses gigantescos", observou. Mesmo assim, ele considera possível que a reforma avance com diálogo e transparência.

Rodrigo Pacheco apontou para os conflitos entre o iniciativa privada e o setor público, que não quer perder arrecadação no período da pandemia. "Há dúvidas dentro da iniciativa privada e divisão entre União, estados e municípios. Não é fácil, mas temos de buscar o possível", propôs.

Eleições

Arthur Lira ainda condenou as discussões sobre as eleições de 2022, e afirmou ser um erro discutir as candidaturas neste momento de crise. "É tempo de aprovar reformas e tratar de problemas urgentes da pandemia. Se perdermos o tempo em discussões de 2022, se não atravessarmos hoje, não chegaremos em 2022", alertou.

Impeachment

Lira, afirmou que não teve tempo de analisar os quase 60 pedidos de impeachment apresentados contra o presidente Jair Bolsonaro.

"Não tive o tempo que o presidente anterior teve", declarou, em referência ao ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia. "Em quase cinco anos de mandato, ele não achou motivação para que nenhum pedido seguisse em frente."

Pauta do governo

Segundo o presidente da Câmara, a pauta de prioridades do governo será tratada "paulatinamente", quando for formada maioria na reunião de líderes. Ele disse que não tem preconceito com nenhum tema. "Se estiver amadurecido com a sociedade e alcançar maioria, vai para pauta do Plenário. Não podemos fazer da Casa um guarda-roupa de esqueletos, ficar-nos negando a discutir assuntos", disse.

Saúde

O deputado Arhur Lira que defendeu publicamente que a médica cardiologista Ludmila Hajjal falou sobre a situação, Hajjal que já declinou do possível convite por  não ter convergências com o Presidente Jair Bolsonaro.

“Quando consultado sobre a possibilidade da doutora Ludhmila, coloquei o que penso dela: uma pessoa eficaz, humana, sensível, que reúne todos os preceitos. Mas a indicação de qualquer ministro é prerrogativa do presidente, apenas falei sobre um perfil que acho necessário. Poderá vir a procura por outros nomes ou até manter o ministro Pazuello, sob outra ótica”,  afirmou Lira. Ele falou mais.  “Sempre coloquei de forma clara que os extremos não contribuem. Independentemente de escolhas pessoais, políticas, de aptidão, o Brasil encontrará o melhor caminho. Meu papel, como presidente da Câmara, é ajudar no sentido de diminuir as diferenças”, disse,

 

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)