ENFRENTANDO A CRISE: Congresso Nacional promulga a PEC da Emergência
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( Publicada originalnalmente às 12h00 do dia 15/03/2021)
(Brasília-DF, 16/03/2021) Nesta segunda-feira,15, como já era previsto a Mesa do Congresso Nacional promulgou a “PEC Emergencial, a Emenda Contitucional 109 que prevê regras mais rígidas para contenção fiscal, controle de despesas com pessoal e ainda a redução de incentivos tributários a setores da economia. O governo federal destaca que a a proposta era fundamental para pagar um um novo auxílio emergencial para brasileiros e brasileiras que enfrentam a segunda leva da pandemia do covid-19. Pela proposta foi destinado R$ 44 bilhões que poderão ficar de fora do teto de gastos (Emenda Constitucional 95) e da meta de resultado primário (estimada em deficit de R$ 247 bilhões).
O senador Rodrigo Pacheco(DEM-MG), presidente do Senado e do Congresso Nacional, celebrou a mudança.
“É necessário e urgente que retomemos o pagamento do auxílio emergencial por mais algum tempo, na esperança de que a situação se normalize o mais rápido possível, mas ele não pode ser dar de forma irresponsável, sem que olhemos para as contas públias”, salientou.
Pacheco disse que é essencial que a população prossiga mantendo os cuidados sanitários e o distanciamento social, quando possível, para diminuir a propagação da covid-19 enquanto a vacina não chega para todos.
“Para vencer em definitivo, não bastará o pagamento do auxílio emergencial. Devemos continuar firmes recorrendo às medidas preventivas de saúde pública, igualmente a urgente vacinação em massa da população, essencial para que consigamos voltar a normalidade que tanto nos falta. Vacina, vacina e vacina. Nosso concidadãos permanecem em nossos pensamentos e orações, sendo nosso dever prosseguir na luta pela vida”, disse.
O deputado federal Arthur Lira(Progressistas-AL), presidente da Câmara, falou da importância da medida. Segundo ele, o gasto não deve comprometer as contas públicas.
“O foco da nação é enfrentar a epidemia, salvando vidas e apoiando aqueles brasileiros que foram mais afetados pela crise. Nesse sentido, a Emenda Constitucional nº 109 permitirá que o Estado pague um novo auxílio emergencial sem aventuras fiscais, sem comprometer as finanças públicas e a moeda nacional. Essa emenda é também uma prova de que o Parlamento brasileiro está pronto para tomar medidas robustas e céleres que respondam ao interesse nacional.”, disse.
Compuseram a Mesa da sessão de promulgação os relatores nas duas Casas, senador Marcio Bittar (MDB-AC) e deputado Daniel Freitas (PSL-SC), o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Davi Alcolumbre (DEM-AC), e o primeiro vice-presidente do Senado, Veneziano Vital do Rego (MDB-PB).
Algo histórico
A PEC Emergencial é a mais importante reforma fiscal desde a Lei de Responsabilidade Fiscal, criada há 20 anos.
Essa é a avaliação do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), líder do governo no Senado, salientada durante a sessão de promulgação da PEC. Segundo ele, além de permitir mais uma rodada do auxílio emergencial à população vulnerável, a emenda estabelece regras claras e previsíveis para os momentos de crise fiscal e de calamidade pública no Brasil.
“Essa maior previsibilidade fiscal tem efeitos positivos sobre os preços da economia, com maior controle da inflação, juros mais baixos e, por consequência, maior geração de emprego e renda para a população”, disse o senador. “Com responsabilidade fiscal e social, o Brasil atrairá investimentos que impactam diretamente na geração de emprego e renda das famílias.”
Ele acrescentou que, quando decretada a calamidade pública pelo presidente da República e validada pelo Congresso Nacional, a União, os estados e os municípios terão capacidade de ação para socorrer a população, preservar a saúde e manter os serviços públicos. “A Emenda Constitucional dá ainda aos gestores instrumentos usados nas economias mais desenvolvidas do mundo para a gestão das contas públicas. Essa mudança foi possível após intenso trabalho e discussão do governo com o Congresso Nacional”, destacou Fernando Bezerra.
Segundo o líder do governo, a emenda é uma nova âncora fiscal, trazendo uma série de regras que possibilitam a melhoria das finanças públicas no país, no sentindo de buscar o que realmente importa: uma trajetória sustentável da dívida pública. “O nível de endividamento é o verdadeiro indicador de saúde das finanças públicas. Nossa relação dívida PIB está em 90 %, enquanto a média dos países emergentes é de uma dívida de cerca de 50%”, alertou.
Além de permitir uma nova rodada do auxílio, o texto, cujo primeiro signatário foi Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), estabelece regras claras para ação em momentos de crise fiscal e de calamidade pública no Brasil, explicou o senador, em participação remota.
Segundo Bezerra, essa maior previsibilidade fiscal tem efeitos positivos sobre os preços da economia, com mais controle da inflação, dos juros e tem como consequência maior geração de emprego e renda para a população. No caso de emergência fiscal, os instrumentos previstos controlam a velocidade de crescimento da despesa e preservam o espaço no Orçamento para investimentos em outras despesas de capital. Quando decretada a calamidade pública pelo presidente da República e validada pelo Congresso Nacional, a União, os estados e os municípios terão capacidade de ação para socorrer a população, preservar a saúde e manter os serviços públicos essenciais.
Fundos públicos
A desvinculação dos recursos dos fundos públicos gerou conflitos quanto à redação final da Emenda Constitucional 109, com protestos da oposição. O texto que saiu do Senado desvinculava as receitas tributárias dos fundos, mas listava cerca de 30 deles para os quais estava vedada a desvinculação. Na Câmara, os deputados suprimiram um trecho da PEC, autorizando o governo a usar cerca de R$ 200 bilhões do superavit dos fundos para amortizar a dívida, mas a supressão acabou derrubando o dispositivo que listava as exceções.
Com isso, abriu-se brecha para que cerca de R$ 65 bilhões de superavit de fundos como o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o Fundo Nacional de Cultura e os Fundos de Segurança e dos militares, que não eram o objetivo original da PEC, também sejam incluídos. O PT quer corrigir o problema com uma PEC paralela.
“ Que nós façamos uma intervenção aqui também de caráter propositivo, para que corrijamos isso através de uma PEC complementar, uma espécie de PEC paralela, para restituir a excepcionalização desses fundos, pois em momento nenhum foi deliberada a liberação do seu superávit financeiro”, explicou o líder da Minoria, senador Jean Paul Prates (PT-RN).
A senadora Zenaide Maia (Pros-RN) lamentou, também, o erro na redação final do texto e que na recriação do auxílio para a população necessitada o Congresso tenha aprovado medidas de arrocho fiscal.
“O auxílio emergencial é necessário, ajuda as micros e pequenas empresas, mas não havia necessidade de o governo federal, mais uma vez, perseguir quem trabalha, inclusive os cientistas, a segurança pública, e esse povo todo se elegeu prometendo segurança pública. E agora até o Fundo Nacional de Segurança Pública, o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, todos foram para o pagamento, para aumentar um deficit primário, o mercado financeiro “, disse.
Pacheco garantiu não haver problemas para a promulgação e encorajou o PT a apresentar a nova proposta para ampliar o rol das exceções dos fundos que podem ter o superávit atingido pela mudança constitucional.
“Futuras alterações serão amadurecidas nas duas Casas Legislativas, inclusive à guisa de novas propostas de emenda è Constituição, porque é preciso que o Congresso tenha essa vitalidade política de identificar algo que pode ser modificado doravante. Mas, sob o ponto de vista regimental, formal, jurídico e político, a promulgação da proposta de emenda à Constituição é absolutamente adequada, pertinente, e, se houver a necessidade de uma atualização em função desses entendimentos, isso será feito e será muito bem recebido pelo Senado Federal.”, afirmou
( da redação com informações de assessorias. Edição: Genésio Araújo Jr)