ENFRENTANDO A CRISE: Em seguida a encontro de governadores com Pazuello, secretários de Fazenda informam a Saúde e Economia que precisam de mais recursos para enfrentar o covid-19
Veja a íntegra da nota
( Publicada originalmente às 17h00 do dia 18/02/2021)
(Brasília-DF, 19/02/2021) Em seguida a reunião dos governadores com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, em que o foco foi a vacinação contra o covid-19, e foram deixados de lado outros pontos que foram propostos pelo chefes de executivos estaduais, os secretários de Fazenda dos Estados e DF anunciaram que encaminharam uma carta dirigida tanto ao Ministério da Saúde como ao Ministério da Economia informando que em face da retomada dos casos e mortes por covid-19 se faz necessário mais recursos financeiros para garantir a manutenção dos serviços de atendimento à população.
O documento é assinado pelo presidente do Comsefaz (Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal), Rafael Fonteles, e por 25 secretários estaduais de Fazenda.
Eles justificam que a redução do custeio de leitos pelo Ministério da Saúde em meio ao agravamento da pandemia do novo coronavírus aflige todos os estados.
“O investimento na rede de atenção e vigilância pressupõe novos investimentos tecnológicos na rede de frio, testagem e trans-porte, assim como mobilização de recursos humanos e materiais para garantir adequada estruturação dos hospitais”, diz a carta.
Na avaliação dos secretários, durante a primeira onda foi possível mobilizar estruturas existentes para atender à demanda da pandemia, o que não está sendo possível agora, a partir da segunda onda, “posto que condições preexistentes voltaram a crescer e coexistem com uma quádrupla carga de doen-ças: COVID-19, causas externas, doenças crônicas degenerativas e outras doenças infectocontagiosas e metabólicas/nutricionais conhecidas”.
Os secretários alertam que “a pandemia não cessou e seguiremos enfrentando até final do ano a coexistência de diversas ondas dessa crise de saúde ocorrendo de maneira assimétrica e diversas regiões do Brasil”, e observam que “os efeitos da vacinação somente deverão repercutir em queda sustentada, com baixa probabilidade de novas etapas de aceleração de casos/internações/óbitos, a partir do segundo semestre”.
Diante da situação, dizem, “urge que a União aporte aos Estados novo incremento ao teto de média e alta complexidade para custeio livre da rede de atenção e vigilância, assim como, mantenha o mecanismo já consolidado no SUS de habilitação e custeio fixo dos leitos de UTI-COVID”.
Veja AQUI a íntegra da carta enviada aos Ministérios da Economia e da Saúde.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)