Após se reunirem com Paulo Guedes, Arthur Lira e Rodrigo Pacheco vinculam prorrogação do auxílio emergencial à aprovação das reformas
De acordo com os dois presidentes do Poder Legislativo, a retomada do benefício social que ajudou quase 70 milhões de brasileiros a enfrentarem a pandemia virá após Câmara e Senado iniciarem a aprovação das reformas administrativa e emergencial
( Publicada originalmente às 15h 00 do dia 18/02/.2021)
(Brasília-DF, 19/02/2021) Após se reunirem nesta quinta-feira, 18, com os ministro da Economia, Paulo Guedes, e o responsável pelas relações institucionais do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ministro general Luiz Eduardo Ramos, os presidentes da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), e do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), vincularam a aprovação da prorrogação do auxílio emergencial em 2.021 à aprovação das reformas estruturais do Estado brasileiro.
De acordo com os dois presidentes do Poder Legislativo, a retomada do benefício social que ajudou, em 2.020, quase 70 milhões de brasileiros a enfrentarem as consequências econômicas causadas pela pandemia do novo coronavírus (covid-19), que já matou mais de 242 mil pessoas no país, virá após as duas Casas legislativas iniciarem a aprovação das reformas administrativa e emergencial, que permitirão os governos reduzir salários de servidores públicos em momentos de calamidade, assim como demitir funcionários concursados.
“O objetivo da reunião foi novamente nós tratarmos a respeito do encaminhamento do auxílio emergencial no Brasil e da contrapartida, que nós estamos buscando fazer, não como condição para implantação do auxílio emergencial, mas como uma sinalização positiva de que o Senado e a Câmara tem responsabilidade fiscal. Por isso ficou ajustado hoje na reunião de líderes do Senado que dentre muitos os projetos que nós vamos votar na semana que vem, será pautado a PEC emergencial, [com] o parecer sendo apresentado pelo senador Márcio Bittar (MDB-AC) de hoje até segunda-feira [22] e essa aprovação pelo Senado Federal permitirá, através de uma cláusula do orçamento de guerra, uma cláusula de calamidade, que possa ter a brecha necessária para implantar o auxílio emergencial no Brasil. Então foi mais uma conversa técnica, política, para a gente avançar essa pauta”, falou o presidente do Senado.
“Essa reunião de hoje é simbólica, ela demonstra todo o caráter de prioridades das duas Casas junto com os ministros da secretaria de Governo, com o ministro Guedes, junto com a comissão de Orçamento do Congresso Nacional para que nós continuemos a tratar dos assuntos que são importantes para o Brasil. As PECs que tramitam no Senado, as que tramitam na Câmara e o auxílio emergencial, além das vacinas e da pandemia.
Todos os outros assuntos são laterais. A nossa democracia foi forjada em firmeza das instituições e nós com isso damos uma demonstração clara para toda população que enfrentaremos os problemas que se acomodam com o tempo. Mas as pautas que foram traçadas pelo governo federal, pela Câmara e pelo Senado continuarão firmes sem obstáculos para que suas discussões aconteçam o mais rápido possível”, complementou o presidente da Câmara.
(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)