INDÚSTRIA: Setor avançou 0,9% em dezembro, cresceu bastante e recuperou perdas na pandemia, porém fecha o ano com recuo de -4,5%, aponta IBGE
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( Publicada originalmente às 13h 47 do dia 02/02/2021)
(Brasília-DF, 03/02/2021) Nesta terça-feira, 2, o IBGE( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou a sua Pesquisa Mensal da Indústria(PMI) referente a dezembro de 2020, assim como como posiciona como foi no ano da pandemia. A produção industrial em dezembro/2020 cresceu 0,9% frente a novembro, na série com ajuste sazonal. Após oito meses de alta, o setor acumulou crescimento de 41,8%, eliminando a perda de 27,1% registrada entre março e abril, que havia levado a produção ao nível mais baixo da série.
A despeito do desempenho positivo nos últimos meses, a indústria brasileira ainda se encontra 13,2% abaixo do seu nível recorde, alcançado em maio de 2011. Em relação a dezembro de 2019, na série sem ajuste sazonal, a indústria avançou 8,2%. Com isso, o setor acumula queda de 4,5% em 2020, o segundo resultado negativo seguido após a perda registrada em 2019 (-1,1%). No último trimestre do ano, o setor avançou 3,4%.
A atividade industrial nacional teve oito meses seguidos de crescimento, acumulando uma alta de 41,8% até dezembro. Assim, eliminou a perda de 27,1% registrada em março e abril, momento de agravamento do isolamento social por conta da pandemia de Covid-19. Com esses resultados, o setor industrial se encontra 3,4% acima do patamar de fevereiro de 2020.
O avanço de 0,9% da atividade industrial na passagem de novembro para dezembro alcançou três das quatro grandes categorias econômicas e 17 dos 26 ramos pesquisados.
2020
No índice acumulado no ano, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial mostrou redução de 4,5%, com resultados negativos em todas as quatro grandes categorias econômicas, 20 dos 26 ramos, 53 dos 79 grupos e 60,6% dos 805 produtos pesquisados.
Entre as atividades, Veículos automotores, reboques e carrocerias (-28,1%) exerceu a influência negativa mais intensa sobre a indústria, pressionada, em grande medida, pelos itens automóveis, caminhão-trator para reboques e semirreboques, caminhões e autopeças.
Outras contribuições negativas vieram dos ramos de Confecção de artigos do vestuário e acessórios (-23,7%), Indústrias extrativas (-3,4%), Metalurgia (-7,2%), Couro, artigos para viagem e calçados (-18,8%), Outros equipamentos de transporte (-29,1%), Impressão e reprodução de gravações (-38,0%), Manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-16,0%), Produtos diversos (-16,7%), Máquinas e equipamentos (-4,2%), Produtos têxteis (-6,6%), Produtos de borracha e de material plástico (-2,5%) e Produtos de minerais não-metálicos (-2,3%).
Já entre as seis atividades em alta, as principais influências vieram de Produtos alimentícios (4,2%) e Coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (4,4%).
Entre as grandes categorias econômicas, destacam-se as quedas em Bens de consumo duráveis (-19,8%), pressionado pela redução na fabricação de automóveis (-34,6%), e Bens de capital (-9,8%), por conta de bens de capital para equipamentos de transporte (-22,7%) e para fins industriais (-5,1%).
Os setores Bens de consumo semi e não-duráveis (-5,9%) e de Bens intermediários (-1,1%) também acumularam taxas negativas no ano, com o primeiro apontando queda mais acentuada do que a média nacional (-4,5%); e o segundo registrando a perda menos intensa entre as grandes categorias econômicas.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)