Partidos reagem a decisão de Arthur Lira e prometem acionar o Supremo Tribunal Federal; eles acusam Lira, entre outras coisas, de ser autoritário, antirregimental e ilegal
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( Publicada originalmente às 09h 48 do dia 02/02/2021)
(reeditada)
(Brasília-DF, 03/02/2021) A decisão do presidente da Câmara, Artur Lira(Progressistas-AL) de desfazer o bloco que dava sustenção ao candidato deputado Baleia Rossi(MDB-SP) e mandar a Secretaria Geral da Mesa Diretora da Casa fazer novo cálculo de proporcionalidade alegando que o bloco foi formalizado com ilegalidade gerou forte reação dos partidos atingidos. Ontem, 1º, no final da noite, o líder da Minoria, José Guimarães(PT-CE), já informava em declaração em vídeo que a medida era autoritária.
Nesta manhã, 2, eles divulgaram nota dizendo que a medida era autoritária, antirregimental e ilegal.
“Os partidos que se uniram em torno da defesa de uma Câmara livre e independente repudiam, com a mais intensa veemência, o ato autoritário, antirregimental e ilegal praticado pelo deputado Arthur Lira. A eleição é una: não se pode aceitar só a parte que interessa.”, diz inicialmente a nota.
A nota assinada pelos líderes e parlamentares do PT, MDB, PSB, PSDB, PDT, PCdoB, CIDADANIA, PV, REDE dizem que a medida atinge a governabilidade de Lira na Câmara.
“Ao assim agir, afrontando as regras mais básicas de uma eleição - não mudar suas regras após a sua realização -, o referido deputado coloca em sério risco a governabilidade da Casa. A insistir nesse caminho, perderá qualquer condição de presidi-la, já que seu primeiro ato desacredita o que acabara de dizer: que decidiria com imparcialidade.”, afirmaram
Eles entendem que a postura de Lira o desmoraliza e anunciam que vão ao STF.
“Foi a desmoralização mais rápida de um discurso que já se viu. A única voz que o mesmo aceita que se ouça na Mesa Diretora da Câmara é a voz daqueles que com ele concordam. Os que ousam defender uma Câmara altiva ele quer calar, já em seu primeiro movimento, tentando esmagar a representatividade de nossos partidos e de nosso bloco. Não aceitaremos. Vamos ao STF em defesa da democracia e do Parlamento brasileiro.”, finaliza a nota.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr.)