SUCESSÃO NO SENADO: Kajuru e Major Olímpio retiram candidaturas e apoiam Simone Tebet para a presidência do Senado
Os dois senadores acusaram o ex-presidente do Senado, Davi Alcolumbre, em minar o apoio da candidatura da senadora sul-mato-grossense com cargos e emendas
( Publicada originalmente às 15h30 do dia 01/02/2021)
(Brasília-DF, 02/02/2021) Os senadores Jorge Kajuru (Cidadania-GO) e Major Olímpio (PSL-SP) retiram as suas candidaturas em que tentavam se alçar a presidência do Senado Federal para favorecer e apoiar a candidatura da senadora Simone Tebet (MDB-MS), que na última semana perdeu o apoio da própria legenda, que resolveu se aliar a candidatura do senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG).
Os dois senadores acusaram o ex-presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), de minar o apoio da candidatura da senadora sul-mato-grossense oferecendo cargos na Mesa-Diretora e a execução de emendas ao Orçamento da União aos senadores que apoiassem, em troca, a eleição do senador mineiro do DEM. Ambos denunciaram as ofertas como dignas do pior jeito de se fazer política, a “política mais baixa”, denunciaram.
“Não posso deixar aqui, como ser humano que sou, e tenho defeitos, mas um eu não sou covarde e não sou desleal. E eu não culpo o MDB, que, é claro, é responsável também, ou irresponsável, por isso. Eu culpo o senhor, presidente Davi Alcolumbre, que ofereceu ao MDB a vice-presidência desta Casa, e aí aconteceu algo que me fez chorar por várias noites, com uma mulher honrada, de história nesta Casa, trabalhando, e eu falava com ela por telefone todo dia, ela acreditando em pelo menos 14 votos do MDB e, infelizmente, o único voto em que ela não acreditava, que era lá do meu estado de Goiás. E ela, evidentemente, sofreu com isso. Porque é mulher? Sim, mulher sofre mais. O homem enfrenta uma situação dessas, briga, xinga, dá entrevista; ela não: calma, elegante, passou por tudo isso”, reclamou Kajuru.
“Então, como que eu poderia manter aqui a minha candidatura, atrás de votos, e não ser solidário a ela, atrás de votos, e não ser solidário a ela, retirando a minha candidatura, oferecendo meu voto a ela, Simone Tebet, de coração, de lealdade, de respeito por ela, pela história, pelo que ela passou. E como eu ficaria feliz aqui e abraçaria amigos aqui que pudessem refletir antes do voto hoje. Gente, o que fizeram com a Simone Tebet não tem cabimento! Se alguém aqui não chorou, tudo bem. E eu não me importo em chorar porque em muitas vezes da minha vida eu preferi a lágrima da derrota do que a vergonha de não ter lutado”, complementou o senador goiano.
(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)