Alcolumbre se despede da presidência do Senado e diz que entrega ao seu sucessor um cenário político mais pacificado que em 2.019
Elogiando os trabalhos da imprensa, o senador do DEM agradeceu as críticas e elogios dos jornalistas, mas não comentou os últimos ataques feito por Bolsonaro a imprensa; Kajuru comparou Alcomlubre a Brindeiro, “o maior engavetador”
( Publicada originalmente às 15h00 do dia 01/02/2021)
(Brasília-DF, 02/02/2021) O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (DEM-AP), se despediu nesta segunda-feira, 1º de fevereiro, do cargo de presidente do Senado Federal e diz que entregará ao seu sucessor um cenário político mais pacificado que em 2.019, quando ele passou a comandar os trabalhos legislativos daquela Casa.
Elogiando os trabalhos da imprensa, o senador do DEM amapaense agradeceu os elogios e também as críticas que, segundo ele, o fizeram melhorar e crescer, proferidas por vários jornalistas que cobrem o Congresso Nacional, mas não teceu nenhum comentário aos últimos ataques feito pelo presidente da República Jair Bolsonaro a imprensa, que mandou os jornalistas para a “puta que pariu” e “enfiar no rabo” os lotes de leite condensado comprado pelo governo brasileiro, em 2.020, a um custo superior de R$ 15,6 milhões.
“Acredito que, dentre todos os compromissos que assumi, um dos mais importantes, era o de buscar a pacificação do Senado Federal. E acredito que não me desviei e que essa missão só pôde ser atingida com a ajuda de vossas excelências que compõem esta Casa, dos meus colegas da Mesa, dos líderes, dos presidentes de comissões”, falou.
Críticas
No entanto, o candidato avulso a sucessão de Alcolumbre, o senador Jorge Kajuru (Cidadania-GO), comparou o ex-presidente da Casa ao ex-procurador-geral da República, Geraldo Brindeiro, nomeado na época do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que foi, segundo ele, “o maior engavetador”, de pedidos de investigação e apuração.
“O senhor entrou com a nossa confiança em mudança, especialmente de que não trocaria a palavra independência por subserviência. E o que o senhor foi nesses dois anos, desculpe a sinceridade, literalmente, foi um ‘office boy’ de luxo do presidente Bolsonaro. E eu fico com muito medo. Eu imagino que o candidato do presidente Davi Alcolumbre e do presidente Bolsonaro, também vai ser um ‘office boy’ de luxo e ter dois patrões”, disparou o senador goiano.
“[Rodrigo Pacheco] não terá independência e será também subserviente. [Alcolumbre] não teve a coragem nas entrevistas, nas declarações, de falar do que a nação brasileira espera de um presidente do Senado, e esperou nesses dois anos, como CPIs, pedidos de impeachment, projetos importantes, corajosos, todos engavetados. O senhor, presidente Davi Alcolumbre, me fez lembrar de Geraldo Brindeiro, o maior engavetador”, completou o senador do Cidadania.
(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)