31 de julho de 2025
Brasil e Poder

BOLSONARO X MAIA: Bolsonaro manda recado a Maia: “Seja feliz. Tudo acaba um dia”; presidente volta a criticar as orientações médicas de distanciamento e isolamento social

Chefe do Poder Executivo falou também que a partir desta terça-feira, 02, começará a decidir o seu futuro político, ele abandonou a ideia de criar um novo partido: “é muito burocrático”

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( Publicada originalmente às 11h00 do dia 01/02/2021) 

(Brasília-DF, 02/02/2021) O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) mandou um recado ao ex-presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), que neste domingo, 31 de janeiro, viveu o seu último dia do seu mandato a frente de uma das Casas legislativas. “Seja feliz. Tudo acaba um dia”, falou.

O presidente da República voltou a criticar ainda as orientações de organizações médicas em favor das medidas restritivas na circulação de pessoas com o objetivo de diminuir a propagação do novo coronavírus (covid-19), que já matou mais de 224 mil brasileiros, e assim defender políticas de distanciamento e isolamento social.

As declarações aconteceram nos jardins do Palácio do Alvorada, sua residência oficial em Brasília, no momento em que cumprimentava apoiadores e militantes que o aguardavam.

Na oportunidade, o chefe do Poder Executivo falou também que a partir desta terça-feira, 02, começará a decidir o seu futuro político. Ele disse que abandonou a ideia de criar um novo partido, o Aliança pelo Brasil, por ser “muito burocrático” a criação de uma nova legenda partidária. Ele se encontra sem filiação partidária desde 2.019, quando rompoeu politicamente com o presidente nacional do PSL, deputado Luciano Bivar (PE).

“Vai ser difícil formar um partido. É muito burocrático. Então tem que pensar uma outra alternativa aí. Agora, nós estamos tendo tempo para discutir esse assunto. (…) Seja feliz. Tudo acaba um dia. O meu mandato vai acabar um dia e devemos nos preparar para esse momento aí”, falou.

“Já que você pediu um recado, cada vez mais se comprova que a política do fica em casa destrói a economia, inunda o Brasil de desempregados, vem inflação, o aumento de preço e não pode culpar o presidente por esta política, que ela não é minha. Nunca foi e nunca será. Fica em casa para uns, outros é Miami, ou Maracanã”, complementou em tom de ironia a ida do governador de São Paulo, João Dória (PSDB), que no final do ano anunciou viagem a cidade norte-americana, e do prefeito da capital paulista, Bruno Covas (PSDB), que no último sábado, 30 de janeiro, foi até o estádio localizado na cidade carioca, onde assistiu a Sociedade Esportiva Palmeiras derrotar o Santos Futebol Clube, e se sagrar campeã da sexagésima-primeira edição da Taça Libertadores da América.

(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)