FALA BOLSONARO: Bolsonaro nega reforma ministerial mas garante que poderá “realocação”; ele falou sobre lado social do Banco do Brasil
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( Publicada originalmente às 14h00 do dia 30/01/2021)
(Brasília-DF, 01/02/2021) O Presidente Jair Bolsonaro( sem partido) deixou o Palácio do Alvorada e foi uma loja de motos na Capital Federal neste sábado, 30, e falou aos jornalistas. Ele foi questionado sobre mudanças nos ministérios pelos jornalistas. Ele falou também sobre o Banco do Brasil e sobre possíveis intervenções. Ele defendeu uma lado social no BB. Ele negou reforma ministerial e destacou que pode haver realocação e destacou sua relação com o deputado federal Onyx Lorenzoni(DEM-RS), que foi exonerado do Ministério da Cidadania para votar na eleição da Câmara dos Deputados nesta segunda-feira,1º.
“Eu conheço ele( Onyx) há muito tempo, me ajudou muito. Acredito no trabalho dele. Eu chamo o Onyx de curinga, e ele está pronto para ir para qualquer ministério”, disse.
Ele negou que vá haver reforma ministerial que foi visto pelo mundo político como uma forma de garantir mais apoio a seus favoritos na disputa pelo comando da Câmara e do Senado.
“Não existe nada [de reforma ministerial]. Só tem uma vaga aberta, você sabe qual é. É a Secretaria Geral, está lá o Pedro, que está como interino. Então o que pode acontecer é alguém de um ministério vir para a vaga do Pedro, abrir uma vaga para o lado de lá. Ou o Pedro ser efetivado. Nada mais além disso. Quem está jogando que vai ter reforma está dando palpite”, afirmou.
Ele insistiu em tratar do tema.
"Não tem recriação de ministérios. Eu elogiei os três secretários, que fazem um brilhante trabalho", afirmou, referindo-se a Jorge Seif (Pesca), Mário Frias (Cultura) e Marcelo Magalhães (Esporte). Bolsonaro disse que eles "mereciam ser ministros". "Não é criar ministério, como daria a entender, para negociar com quem quer que seja".
Economia
Bolsonaro disse que o Banco do Brasil tem que ter um ”lado social” e negou que vá fazer interferência na instituição que tem ações no mercado.
“Estão loucos para meter um processo em cima de mim por interferência. Eu não interfiro”, disse Bolsonaro neste sábado (30), na saída de uma concessionária de motos em Brasília.
“Agora, qualquer ministro, qualquer presidente de banco, qualquer presidente de estatal, eu que ponho e eu que demito. E não tenho que dar satisfação para ninguém, porque isso recebi do povo para trabalhar dessa maneira”, acrescentou.
“O Banco do Brasil também tem o seu lado social. Você pega uma agência no interior do Brasil, [numa cidade que] tem 3.000 habitantes, só tem um Banco do Brasil lá. Então não é lucrativo, muitas vezes não é. Então você tem que ter o lado social no tocante a isso também. Agora, o enxugamento que eles querem fazer é no mundo também”, declarou Bolsonaro.
( da redação com edição de Genésio Araújo Jr)