31 de julho de 2025
Brasil e Poder

Collor de Melo diz que tempestade contra Bolsonaro vai passar e que presidente tem o "apoio copioso da população brasileira e o apoio fundamental da classe política brasileira"

Ex-presidente, que sofreu processo de impeachment na década de 90, acredita que Bolsonaro vai concluir o mandato até o fim; ele chamou as críticas ao atual presidente de infundadas e promovidas pela "desinteligência"

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( Publicada originalmente às 16h 00 do dia 28/01/2021) 

(Brasília-DF, 29/01/2021) O ex-presidente da República, Fernando Collor de Mello (PROS-AL)), convidado a fazer parte da comitiva do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que inaugurou na manhã desta quinta-feira, 28, no município de Propriá, em Sergipe, uma ponte sobre o rio São Francisco, até os limites de Alagoas, afirmou que as tempestades enfrentadas pelo atual chefe do Poder Executivo federal vão passar e que ele tem o "apoio copioso da população brasileira e o apoio fundamental da classe política brasileira".

Collor, que sofreu um processo de impeachment na década de 90 e viu seu mandato que findaria em dezembro de 1.994 ser abreviado para julho de 1.992, afirmou também que acredita que o atual ocupante do Palácio do Planalto vai concluir o seu mandato até o fim em dezembro do próximo ano. Na oportunidade, Collor que é visto pelos aliados radicais de Bolsonaro como uma figura que remetem a "velha política", chamou as críticas ao atual presidente brasileiro de infundadas e promovidas pela "desinteligência" e "desinformação".

"Fico muito satisfeito de poder participar hoje ao lado do presidente Jair Messias Bolsonaro da inauguração de uma obra de extrema importância para a nossa região, tanto para o lado de Sergipe, quanto do lado de Alagoas. E, portanto, com a sua ligação com o restante do nosso país. Agradeço o convite que me foi formulado pela sua excelência, o senhor presidente da República, para poder estar aqui hoje, ao lado de vocês, comemorando a finalização de uma obra, que parecia nunca mais ter fim. Mais de 25 anos sem que se concluísse uma obra de tamanha importância para o Nordeste e para o Brasil", iniciou.

"Essa obra foi realizada graças pelo tirocínio do ministro Tarcísio [Gomes de Freitas], da Infraestrutura, que seguindo as orientações de sua excelência o presidente da República, vem fazendo uma verdadeira revolução nas obras de infraestrutura em todo o território nacional. Dando prioridade, aqui também já foi dito, as obras inacabadas. Aquelas que foram iniciadas e que não foram terminadas por governos anteriores, por diversos motivos. Mas o fundamental é que hoje elas todas estão sendo levadas a cabo graças a essa determinação presidencial. E isso que hoje nós estamos aqui assistindo. Gostaria de trazer a minha palavra, como senador da República, representando o querido estado de Alagoas e como ex-presidente deste país trazer uma palavra ao presidente Jair Bolsonaro para que ele em momento nenhum se apoquente com as críticas que vem sendo feitas ao seu governo aos borbotões", continuou.

Críticas do "nada"

para o ex-presidente, as críticas a condução de Bolsonaro a gestão de enfrentamento da pandemia do novo coro (covid-19), que já matou mais de 220 mil brasileiros, e que em grande parte são os principais motivos dos vários pedidos de impeachment que se encontram no aguardo de um parecer, que pode afastá-lo do cargo, assim como aconteceu com ele, são baseadas em "nada".

"Essas críticas, todas elas, muitas delas fruto de uma completa desinteligência e de uma absoluta desinformação por parte daqueles que formulam essas críticas do fato em si. Agora, mesmo, o senhor presidente vem enfrentando uma tempestade, uma tempestade em função do nada, de algo criado do nada. Mas eu tenho certeza e eu posso dizer, presidente Jair Bolsonaro, que de jeito nenhum fique desestimulado em função destas críticas, por que isso aí é uma chuva e quem tem o capote, que o senhor tem, não tem que ter receio dessa chuva e dessa tempestade", complementou.

"É uma chuva que rapidamente vai passar, por que o capote de vossa excelência é muito robusto, é um capote que tem o apoio copioso da população brasileira e o apoio fundamental da classe política brasileira, que no Congresso Nacional lhe dá sustentação para exercer o papel que lhe foi destinado pela força do voto popular em favor dos brasileiros. Como presidente da República cabe-lhe portanto, senhor presidente, cumprir a sua missão e essa missão vem sendo cumprida, apesar dos dissabores que vossa excelência vem enfrentando", completou.

Pedido

Por fim, após fazer a defesa de Bolsonaro, Collor pediu que o governo federal priorize a execução das obras da ponte que vai ligar os municípios de Penedo, em Alagoas, até Neópolis, em Sergipe, e que o país '"precisa de união de todos os brasileiros em torno de um presidente eleito democraticamente pelo voto popular".

Collor, que quando pediu união em torno do seu mandato a quase 30 anos pedindo que os brasileiros saíssem às ruas de verde e amarelo para lhe defender das acusações de corrupção que lhe levaram ao afastamento da Presidência da República, finalizou dizendo que é preciso que Bolsonaro consiga "cumprir o mandato de quatro anos" e que caberá a ele e aos aliados do presidente "garantir que esse mandato seja cumprido até o seu último dia sem que nenhum sobressalto possa vir".

(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)