ECONOMIA: Novo Caged aponta saldo positivo do emprego de 142,6 mil postos com carteira assinada em 2020
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( Publicada originalmente às 11h 50 do dia 28/01/2021)
( reeditado)
(Brasília-DF, 29/01/2021) O Ministério da Economia divulgou nesta quinta-feira, 28, os números do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), uma política da Secretaria de Trabalho da pasta, Os números de 2020 foram anunciado hoje e o resultado aponta que tivemos um saldo positivo entre empregos formais mesmo com a pandemia do covid-19, o que é algo positivo.
Mas o Ministério da Economia entende que o resultado de -67.906 vagas no saldo de empregos de dezembro seria um indício da recuperação acima das expectativas da economia brasileira. Isso porque o saldo do mês, devido à sazonalidade, é tradicionalmente negativo, muito superior, por exemplo, ao encontrado no mês de dezembro em outros anos. Em dezembro de 2019, por exemplo, foram fechadas 307.311 vagas. Trata-se do melhor saldo desde 1995.
O Brasil fechou o ano de 2020 com a geração de 142.690 postos de trabalho. “A grande notícia para nós é que, em um ano terrível em que o PIB [Produto Interno Bruno - soma de todos os bens e serviços] caiu 4,5%, nós criamos 142 mil novos empregos”, disse o ministro da Economia, Paulo Guedes, durante coletiva virtual de divulgação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).
“O IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] também soltou dado que confirma esse avanço, essa recuperação da economia brasileira em V [forte queda seguida de forte alta], quando anunciou quase 4 milhões de aumento na população ocupada, quando compara o trimestre de setembro/outubro/novembro sob trimestre anterior, sendo que quase 1 milhão foi de carteira assinada”, destacou Guedes.
No acumulado do ano, apenas o setor de Serviços teve saldo negativo, com -132.584. A Construção (+112.174) e a Indústria (+95.588) lideram o ranking. Já no mês de dezembro, o Comércio foi a única atividade com saldo positivo (+62.599).
Apenas o Sudeste perdeu vagas (-88.785), puxado pelo Rio de Janeiro que, sozinho, fechou 127.155, enquanto Minas Gerais criou 32.717. No Norte, o destaque é para o Pará, com 32.789, mais da metade dos 62.265 empregos formais gerados na região.
No Nordeste, o Maranhão, com 19.753, e o Ceará, com 18.546, puxaram o saldo positivo de 34.689. No Sul, que teve 85.500 vínculos a mais, Paraná e Santa Catarina geraram 52.670 e 53.050, respectivamente. Já o Centro-Oeste teve Goiás como o principal criador de vagas, com 26.258 das 51.048 da região.
Salário
Para o conjunto do território nacional, o salário médio de admissão em dezembro foi de R$1.735,39. Comparado ao mês anterior, houve aumento real de R$ 26,45 no salário médio de admissão, uma variação de +1,55%.
Benefício Emergencial
Os resultados mostram que o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda tem sido bem-sucedido em evitar demissões, em um ano tão atípico de enfrentamento de uma grave pandemia. Trata-se de um pagamento de benefício mensal a trabalhadores que tiveram o contrato de trabalho suspenso ou a jornada e o salário reduzidos.
Dados atualizados até 31 de dezembro mostram que o Benefício Emergencial de Preservação da Renda e do Emprego (BEm) permitiu 20.119.302 acordos entre 9.849.115 empregados e 1.464.517 empregadores no Brasil.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)