31 de julho de 2025
Brasil e Poder

Hamilton Mourão nega que um assessor seu tenha procurado parlamentares por conta da possibilidade da Câmara dar largada ao Impeachment de Bolsonaro

Em nota, vice-presidente brasileiro afirma ser leal a Bolsonaro e que “narrativa inconsistente e inverídica em nada, absolutamente nada” ajuda “o momento ora vivido no nosso Brasil”

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VP, General Hamilton Mourão

( Publicada originalmente às 13h 20 do dia 28/01/2021) 

(Brasília-DF, 29/01/2021) O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão (PRTB), negou nesta quinta-feira, 28, que um assessor seu tenha procurado parlamentares, em caso do Congresso Nacional aprove um processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

Em nota à imprensa, o vice-presidente brasileiro afirma ser leal a Bolsonaro e que a “narrativa inconsistente e inverídica” publicada pelo site “O Antagonista” “em nada, absolutamente nada” ajuda “o momento ora vivido no nosso Brasil”, que, segundo ele, deveria ser “de união de esforços para salvar vidas e restabelecer o crescimento econômico”.

“Em relação à matéria ‘Assessor de Mourão procura Congresso: é bom estarmos preparados’, publicada hoje (28), às 9h10min, pelo O Antagonista, esta assessoria de comunicação social tem a informar que o senhor vice-presidente da República repudia a inverdade de toda a narravativa e afirma que ninguém de sua equipe teve, tem ou terá este tipo de comportamento”, diz a nota.

“Se assim agir, será considerado desleal. Isso parece ser mais uma jogada para buscar turvar as relações do vice-presidente com o presidente da República. Disse o vice-presidente da República: ‘... Na profissão que exerci por 46 anos a lealdade é uma virtude que não se negocia’”, complementa a nota emitida pela assessoria de Mourão.

No texto do periódico, de propriedade do jornalista Diego Mainardi, é atribuído a um dos assessores do vice-presidente a seguinte fala: “Eu tenho conversado com os assessores de deputados mais próximos. É bom estarmos preparados. Nada demais. Articulação normal mesmo. [Bolsonaro] dividiu a ala militar do governo, antes dominada por Augusto Heleno. O capitão está errando muito na pandemia. General Mourão é mais preparado e político”.

(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)