31 de julho de 2025
Brasil e Poder

CRISE DA PANDEMIA: No dia que Rodrigo Maia fala em CPI da Pandemia como inevitável, senadores anunciam mobilização

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( Publicada originalmente às 17h 03 do dia 18/01/2021) 

(Brasília-DF, 19/01/2021) No dia em que o presidente da Camara dos Deputados, deputado Rodrigo Maia(DEM-RJ), ao comentar a crise da pandemia que assustou o Brasil em Manaus - pois há indícios de que o Governo Federal foi informado de que iria faltar oxigênio na capital manauara ao tempo que se inicia investigações do Superior Tribuinal de Justiça, a pedido da Procuradoria Geral da República, para apurar omissões das autoridades - os senadores se mobilizam por investigações parlamentares.

"É inevitável que tenhamos uma CPI da Câmara ou do Congresso, mais à frente. Certamente, essa investigação vai chegar aos responsáveis por toda essa desorganização, falta de logística", disse Maia hoje, 18.

O senador Plínio Valério (PSDB-AM) se manifestou sobre CPI da pandemia.

“Assinei hoje requerimento de criação da CPI da pandemia, para investigar ações e omissões do governo no enfrentamento do Covid, em especial o agravamento da crise sanitária em Manaus, com a falta de oxigênio”, disse, no Twitter,

O líder da minoria, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), informou que está colhendo assinaturas para criar duas comissões parlamentares de inquérito, do Senado e do Congresso Nacional, para apurar as “ações e omissões do governo federal no enfrentamento da pandemia de covid-19 no Brasil”.

O número mínimo necessário para instalar a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) é de 171 parlamentares na Câmara dos Deputados e 27 no Senado. Já a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) necessita da assinatura de 27 senadores.

Para Randolfe, “as omissões e ações erráticas do governo federal” precisam ser apuradas pelo Poder Legislativo em resposta à população que tem sofrido diretamente com os efeitos da atuação do Executivo Federal. Segundo ele, caso os colegiados venham a ser criados, os grupos irão investigar, em especial, as ações que desencadearam o agravamento da crise sanitária no Amazonas, quando a ausência de oxigênio para os pacientes internados e a falta de insumos básicos nas unidades de saúde levaram, inclusive, a transferência de pacientes para internação em outros estados e a mobilização da sociedade civil para compra e envio de oxigênio à Manaus, evidenciando o colapso do sistema de saúde no estado.

“É preciso analisar com urgência a grave omissão do governo federal, que foi alertado de que faltaria oxigênio nos hospitais de Manaus quatro dias antes da crise, mas nada fez para prevenir o colapso do SUS [Sistema Único de Saúde]. O próprio procurador da República no Amazonas, Igor da Silva Spindola, classificou a crise como falta de coordenação do governo Bolsonaro e de militares que atuam no ministério, que desconhecem o funcionamento do Sistema Único de Saúde”, diz na justificativa dos requerimentos.  

Ainda na justificativa o senador afirma que o governo federal tem violado, de forma sistemática, os direitos fundamentais básicos de toda a população brasileira à vida e à saúde. Para ele, o Brasil tem dado péssimo exemplo quanto ao controle da pandemia ao deixar de seguir as orientações científicas de autoridades sanitárias de caráter mundial e quando tentou “impedir” que estados e municípios pudessem tomar medidas para diminuir o ritmo de propagação do vírus.

“O governo Bolsonaro parece ter optado por lavar as mãos e se omitir, incentivando até mesmo tratamentos sem nenhuma evidência científica, além de atrapalhar os esforços dos prefeitos e governadores”, argumenta.

(da redação com informações do Twitter e assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)