31 de julho de 2025
Brasil e Saúde

VACINAS: Eduardo Pazuello disse que vacinação começa às 10 horas do dia 20; Pazuello, após a primeira vacinação em São Paulo, preferiu falar em golpe de marketing

Pazuello defendeu o federalismo e fez coletiva na mesma hora que João Dória, em São Paulo, falava sobre a primeira vacinação

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( Publicada originalmente às 17h30 do dia 17/01/2021) 

(Brasília-DF, 18/01/2021) O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, fez uma coletiva à imprensa  logo após a aprovação pela Anvisa( Agência Nacional de Vigilância Sanitária) das vacinas CoronaVac e AstraZeneca/ Oxford, em caráter emergencial, neste domingo, 17, às 15h 30. A fala do ministro foi logo após a primeira brasileira, Mônica Calazans, ser vacinada contra o covid-19 com a vacina coronaVac.  Ele começou saudando os atingidos pelo vírus. Mas o ponto alto da fala foi afirmar que começa no dia 20 de janeiro, às 10 horas a vacinação nos estados.

“Quero começar me solidarizando com cada família que perdeu um ente querido. Já passamos de 200 mil mortes em nosso país. E agradecer a todos os profissionais de saúde, que já salvaram mais de 7 milhões de pessoas vítimas da covid-19. Hoje o Brasil passa por um momento de grande avanço, esperança e conforto aos brasileiros, que aguardavam por esta notícia. Está dado o primeiro passo para a maior campanha de vacinação do mundo contra o coronavírus”, disse Pazuello.

A vacinação contra a covid-19 começa na próxima quarta-feira ,20, às 10h, em todo o país, para os grupos prioritários.

Segundo o ministro, serão inicialmente 3 milhões de pessoas a serem vacinadas, com duas doses cada uma, totalizando 6 milhões de doses da CoronaVac, produzida pela empresa chinesa Sinovac e o Instituto Butantan.

O ministro afirmou que o importante é garantir a todos os estados as doses da vacina, em igualdade de condições, respeitando a questão da gravidade local.

O Minsitro Pazuello disse que tem posse das vacinas o que não é uma verdade. As da AstraZenan/Oxford não chegaram ao Brasil e as da coronaVac ainda estava em São Paulo. Ele disse que estaria em curso uma “joga de marketing”, mas sem se referir diretamente ao governador de São Paulol, João Dória(PSDB), que esteve no Instituto Butantan no momento da vacinação da primeira brasileia.

“O Ministério da Saúde tem em mãos, neste instante, as vacinas, tanto do Butantan quanto da AstraZeneca [em parceria com a Fiocruz]. E nós poderíamos, num ato simbólico, ou numa jogada de marketing, iniciar a primeira dose em uma pessoa. Mas em respeito a todos os governadores, prefeitos e todos os brasileiros, o Ministério da Saúde não fará isso”, frisou o ministro.

Pazzuelo destacou que existe um pacto federativo histórico entre a União e os estados, que deverá ser respeitado, com a saúde da população colocada acima de tudo.

“Quebrar essa pactuação é desprezar a igualdade entre os estados e todos os brasileiros. É desprezar a lealdade federativa. Senhores governadores, não permitam movimentos políticos eleitoreiros se aproveitando da vacinação nos seus estados. O único objetivo, neste momento, tem que ser o de salvar mais vidas e não fazer propaganda própria”, destacou o ministro.

Como vai ser

Pazuello disse que a partir de quarta-feira começa tudo, sendo que a responsabilidade da operação logística será dos municípios, definindo quem são os grupos prioritários a receberem as primeiras doses. Segundo o ministro, as doses começarão a ser entregues aos estados a partir das 7h desta segunda-feira ,18, com apoio do Ministério da Defesa, com deslocamento aéreo

“Os grupos prioritários são mais controlados. Idosos em instalações de longa duração, que a vacina vai até eles, profissionais de saúde que estão na linha de frente, em que forma de comunicação é em outro nível, vai no aplicativo Conecte SUS, onde faz a inscrição para a vacinação, os índios aldeados, [que a vacinação] vai até a aldeia. Então esses grupos iniciais são mais simples de serem trabalhados. Isso vai dando tempo para a estrutura se organizar para os públicos maiores. Neste momento, os prioritários são muito mais simples de se fazer. E isso está no plano de execução do município, que executa a vacinação”, explicou o ministro.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)