VACINAS: Conselho Federal de Medicina diz que a vacinação deve ser incentivada independente de posição político-ideológica; em nota, CFM diz que vacinas prestes a serem ofertadas atendem nossas necessidades
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( Publicada originalmente às 12h 13 do dia 14/01/2021)
(Brasília-DF, 15/01/2021). Nesta quinta-feira, 14, Conselho Federal de Medicina (CFM) divulgou uma nota, em que se posiciona a favor da vacinação contra a covid-19, após a avaliação da segurança e eficácia dos imunizantes pela Anvisa. A nota foi aprovada em Plenário. Veja AQUI a íntegra do documento.
A autarquia, no texto, clama às autoridades a adoção de uma “ampla campanha de vacinação”, que permitirá ao país “lograr êxito em sua cruzada” contra a pandemia causada pelo novo coronavírus. É dito que a vacinação deve ser incentivada “independete” de posições políticas.
“A pandemia de covid-19 precisa incorporar a imunização o mais rápido possível, notadamente depois da aprovação tão logo autorizada pela Anvisa, além da adoção das demais medidas para seu enfrentamento, caso contrário todos perderemos, independentemente de posições políticas, partidárias e ideológicas. Neste contexto, a vacinação deve ser fortemente estimulada no País, em caráter não obrigatório.”, diz o documento divulgado.
Segundo o CFM, os resultados divulgados apontam taxas de eficácia que tornam possível a redução do número de casos de Covid-19 de maneira geral e, em particular, em relação às formas graves da doença.
“A imunização de grande parcela da população é fundamental para que haja redução significativa da circulação do vírus e, consequentemente, da transmissão. Assim, espera-se controlar o avanço da pandemia e permitir a retomada plena das atividades econômicas e das relações em sociedade, tão logo grande parte da população esteja vacinada”, cita o texto.
Entre as medidas apontadas, estão a necessidade de respeito às decisões tomadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) acerca da aprovação (emergencial ou definitiva) das vacinas e de transparência nos processos decisórios, bem como de monitoramento e fiscalização no período pós-vacinação. O texto também defende a valorização do Programa Nacional de Imunização (PNI).
Esta é a segunda vez nos últimos dias em que o CFM se posiciona sobre a vacinação contra a covid-19. No final da semana passada, o CFM publicou um extenso e minucioso relatório em que analisa as vacinas com os estudos mais avançados, aponta prós e contras de cada imunizante e sugere medidas para que possam dar mais efetividade no processo de vacinação.
No texto, o CFM explica as diferenças entre as vacinas de 1ª geração (vírus inativado), 2ª (parte do vírus) e 3ª (sequência genética), mostra as diferenças entre elas e aponta os caminhos que devem ser seguidos no Brasil e no mundo para que a vacinação possa atingir a maioria da população de forma segura.
O trabalho faz considerações acerca das pesquisas que estão sendo realizadas para a produção da vacina contra o SARS-CoV-2 em diferentes partes do mundo, inclusive no Brasil. As informações contemplam os desdobramentos registrados até o dia 7 de janeiro.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)