31 de julho de 2025
Brasil e Poder

Após encontro com Paulo Câmara, Arthur Lira reafirma que sua gestão à frente da Câmara será reflexo do que a maioria quiser

Ex-líder dos Progressistas (PP), o parlamentar alagoano começou nesta semana a cumprir agenda no Nordeste; no café da manhã e no almoço se reuniu com os pernambucanos, na janta estará com os paraibanos

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( Publicada originalmente às 14h43 do dia 13/01/2021) 

(Brasília-DF, 14/01/2021) Após finalizar um encontro que teve na manhã desta quarta-feira, 13, com o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), em Recife (PE), no Palácio Campo das Princesas, o candidato à presidência da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), reafirmou que a sua gestão a frente daquela Casa legislativa será um reflexo do que a maioria quiser, ou se expressar. O prefeito de Recife, João Campos(PSB) participou da reunião. 

A declaração aconteceu durante uma entrevista coletiva que concedeu à imprensa pernambucana ao responder que ele, caso vença as eleições internas do parlamento, pautará propostas e projetos de interesse do governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que lhe apoia. A coletiva aconteceu depois em que se reuniu com o governador pernambucano num café da manhã ofertado pelo governo daquele estado.

Ex-líder dos Progressistas (PP), o parlamentar alagoano começou nesta semana a cumprir agenda na região Nordeste. Após o café da manhã com Câmara, ele almoçou com a bancada pernambucana. Na janta, Lira se reunirá com a bancada paraibana, mas antes tem um encontro marcado às 16 horas com o governador da Paraíba, João Azevedo (Cidadania).

“Estamos andando todos os estados da federação. Começamos na semana passada pelo Norte, Centro-Oeste e esta semana pelo Nordeste. Eu sou vizinho do estado de Pernambuco. Nós estamos indo aos estados para ouvir os nossos deputados, conversar sobre os temas do Brasil, falar o que vai acontecer administrativamente na nova gestão da Câmara dos Deputados. Dar vozes a todos os parlamentares e nesta visita ouvindo os governadores, os prefeitos das capitais, de quais são as perspectivas e gargalos, onde a Câmara dos Deputados e, principalmente, a presidência com respaldo dos líderes podem influir para que os problemas do Brasil em 21, como o crescimento da economia, o desenvolvimento das pautas sociais e a questão das reformas possam andar com tranquilidade, com homogeneidade e com segurança dentro do plenário daquela Casa. Enfim, tratando dos problemas dos estados, das bancadas e do Brasil”, falou.

“Eu não trato ninguém como dissidentes. A gente trata como dissidente quem, por um acaso, não se rende a uma vontade expressa de maioria. Os partidos que ajudam e que compõem o meu bloco são partidos que estão tratando de maneira democrática, em que os deputados foram ouvidos. E quando você não é ouvido, não é consultado, quando uma maioria não é expressada, os deputados tendem a fazer isso. Essa é uma eleição de deputados. Não é eleição de presidente, nem de líderes, nem de pessoas externas que decidam o voto de cada parlamentar. Então eu sinto muito a vontade, converso diariamente com todos deputados de qualquer campo, seja de esquerda, de direita, de centro e sempre respeitamos as diferenças ideológicas e permitimos que num amplo debate cada um possa exercer o seu mandato com plenitude”, complementou.

 

Críticas

Na oportunidade, Arthur Lira aproveitou para criticar a condução do atual presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do candidato do MDB, Baleia Rossi (SP), que conta com o apoio da atual direção da Mesa Diretora daquela Casa legislativa. O ex-líder do PP atestou que sua candidatura é uma exclamação clara e transparente, ao contrário da do emedebista que seria, segundo ele, uma interrogação, cheia de dúvidas. E que está “muito confiante” de que vencerá a disputa e que comandará a Câmara pelos próximos dois anos.

“A disputa na Câmara é simples assim: Baleia Rossi? Ou Arthur Lira! Interrogação versus exclamação! Personalismo versus previsibilidade! Eu ou Nós! (…) Sempre [confiante]. Muito confiante. Nós temos tido uma boa recepetividade nos estados. As distorções que ocorreram neste último ano são frutos deste tipo de pergunta, por exemplo. Não é o presidente da Casa, que diz eu vou votar, eu vou pautar, eu vou engavetar, eu vou tratar. Nós temos que ouvir os deputados, colégio de líderes, as comissões e o presidente momentâneo da Casa, ele é menor que a Casa. Nós somos iguais. Nós não temos chefes, não temos donos”, respondeu.

“O que nós vamos fazer é ouvindo a Casa, eu venho como porta-voz da Casa e digo que a Câmara dos Deputados pensa desta maneira. Nós vamos agir desta maneira. Os assuntos que interessam ao Brasil serão pautados com transparência, com previsibilidade e com absolutamente independência. Mas não independência de ocasião. Eu volto a dizer que nem a Câmara tem dono, nem eu muito menos. Nós vamos votar o que for necessário e importante para o país apoiados por deputados e por partidos que acreditam nesta nova dinâmica de conduzir a Câmara dos Deputados”, finalizou.

(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)