VACINAS: Após se reunir com técnicos da Anvisa, Pfizer diz que poderá requerer autorização emergencial para sua vacina no Brasil
Anúncio aconteceu dois dias após empresa alemã, que já tem sua vacina aplicada emergencialmente em vários países, lamentar burocracia brasileira e que só apresentaria pedido de autorização definitiva para o seu imunizante
( Publicada originalmente às 19 h 40 do dia 30/12/2020)
(Brasília-DF, 31/12/2020) Após se reunir nesta quarta-feira, 30, com técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a empresa farmacêutica Pfizer disse, em nota, que poderá requerer a autorização de uso emergencial da sua vacina, no Brasil, caso as negociações com o governo brasileiro avancem.
O anúncio feito pela empresa alemã acontece dois dias após, da companhia ter lamentado a burocracia brasileira e de que só apresentaria um pedido de autorização definitiva à Anvisa para que o seu imunizante, que já é aplicado emergencialmente em vários países como Chile, Costa Rica, Estados Unidos da América (EUA), Israel e Reino Unido, tiver todos os seus estudos clínicos finalizados.
“Uma nova reunião técnica será realizada e, com base nessa discussão adicional e no andamento das negociações com o governo brasileiro, a Pfizer irá avaliar a possibilidade de solicitar o uso emergencial”, informou a empresa farmacêutica depois que a Anvisa prestou esclarecimentos de “que o guia para submissão de solicitação de autorização temporária de uso emergencial de vacinas [para a] covid-19 está alinhado com os guias das principais autoridades reguladoras estrangeiras e que o mesmo tem caráter orientativo”.
De acordo com a assessoria da Anvisa, o órgão reforçou junto aos representantes da Pfizer “que as medidas regulatórias previstas no guia e nos regulamentos da agência visam à garantia da qualidade, eficácia e segurança das vacinas, sendo a avaliação sanitária respaldada na avaliação dos benefícios e dos riscos de cada vacina”. Além de que “cada pedido de uso emergencial será avaliado individualmente, aproveitando, sempre que possível, estudos e dados já apresentados a outros países”.
“A Anvisa confirmou ainda o compromisso de avaliar todos os pedidos dos laboratórios no menor tempo possível, respeitando as estratégias e decisões da própria empresa ao optar pela submissão para autorização de uso emergencial, ou apenas para o registro da vacina no Brasil. Por fim, a Anvisa esclarece adicionalmente que o referido Guia, desde que foi publicado, não requer análises dos dados clínicos específicos à população brasileira, sendo avaliados pela Anvisa todos os dados clínicos apresentados em diferentes populações”, complementou a assessoria da Anvisa.
(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)