Tadeu Alencar deixa Ministério do Empreendedorismo face divergências no PSB; Alencar, em nota nas redes sociais, diz que divergências são indesejáveis, porém ressalta que cargos são passageiros, o ideal é mais forte
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(Brasília-DF, 21/04/2026) Com a saída dos ministros e ministras do governo Lula 3 com a chegada do chamado "defeso eleitoral" os cargos foram ocupados, em quase totalidade, por secretários-executivos, que são vistos como vice-ministros. O Ministério do Empreendedorismo, com a saída de Márcio Franca(PSB) foi ocupado pelo secretário-executivo Tadeu Alencar, também membro do PSB. O presidente em exercício, Geraldo Alckmin(PSB), nomeou outro nome, Paulo Henrique Rodrigues Pereira, que foi secretário executivo do Ministério da Justiça, entra na cota do PSB.
Tadeu Alencar não foi demitido, saiu a pedido. Alencar que é nome relevante do PSB de Pernambuco, que atuou como secretário nacional de Justiça na gestão de Flávio Dino, no Ministério da Justiça, deputado federal, divulgou nota nas redes sociais, Instagram, explicando que houve divergências no PSB, que são idesejáveis, porém o mais importante é o ideal.
Veja a íntegra da postagem:
“A minha nomeação para Ministro do Empreendedorismo, sobre ser uma honra para qualquer servidor público de carreira, terminou por acarretar tensões no meu partido, o PSB, que são, sob todos os aspectos, indesejáveis.
É indispensável que o governo, desde logo, possa gastar a sua energia para continuar melhorando a vida da população, com inclusão e combate às desigualdades.
Desta forma, conquanto se cuide de prerrogativa do Chefe do Poder Executivo, mas também espaço de indicação partidária, não me sinto à vontade para seguir à frente da pasta, sabendo que tal continuidade, por motivos alheios à minha vontade e à minha pessoa, alimenta tais tensões.
Não reivindiquei, não articulei, não angariei apoios, não busquei patrocínio, visando a tal nomeação, porque a política, antes de ser feita em torno de personalismos, deve se fazer em torno de projetos.
Com responsabilidade com o governo do qual fazemos parte, busca-se unidade e pacificação.
Ainda que como Secretário Executivo fosse natural tão honrosa investidura, critério sabiamente afirmado pelo Presidente da República, lastreada, também numa trajetória de mais de 40 anos, o certo é que precisamos, rapidamente, superar divergências e começar a trabalhar em favor do Brasil.
Na administração pública é natural a nomeação e a exoneração dos cargos, por mais relevantes, dada a sua natureza mesma de transitoriedade.
O importante é o que fazemos quando os ocupamos: se servimos ao coletivo ou a interesses dissociados da dura realidade do nosso povo.
Saio da honrosa condição de Ministro de cabeça erguida, pois nasci num território onde os homens e mulheres sempre estiveram de pé.
Se o tempo foi curto, não há problema, a vida é breve.
Agradeço ao Presidente Lula tamanha distinção. Desde 2023 sirvo ao seu projeto de reconstrução e transformação do Brasil. Que o nosso PSB, de Mangabeira, de Arraes, de Eduardo Campos, de Geraldo Alckmin, de João Campos – que nos lidera em quadra tão desafiadora - de tantos que lutaram pelas franquias democráticas e contra as injustiças, tenha cada vez mais consciência da tarefa que lhe pesa sobre os ombros. “
Os cargos, esses são passageiros, mas o ideal, permanece e é ele que nos guia, sempre!
( da redação com informações de redes sociais. Edição: Política Real)