31 de julho de 2025
ELEIÇÕES 2026

TSE cria o Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional nas Eleições 2026 para acompanhar desinformação e uso de inteligência artificial

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Por Política Real com assessoria
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Imagem da sede do TSE Foto: Arquivo da Política Real

(Brasília-DF, 07/08/2026). Nesta sexta-feira, 07, foi publicado no Diário da Justiça Eletrônico (DJE) Portaria TSE nº 495, de 4 de agosto de 2026 em que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cria o Conselho Consultivo sobre Integridade Informacional nas Eleições 2026, órgão que terá a missão de assessorar a Presidência da Corte em ações voltadas à proteção da legitimidade e da normalidade do processo eleitoral.

O documento altera a Portaria TSE nº 949/2017 e redefine a estrutura e as atribuições do colegiado. A principal novidade é a inclusão explícita do acompanhamento de riscos associados à inteligência artificial, tema que ganhou centralidade no debate eleitoral mundial diante da disseminação de conteúdos sintéticos, gravações manipuladas e mecanismos automatizados de desinformação. 

O conselho terá caráter consultivo e multidisciplinar e reunirá especialistas de áreas consideradas estratégicas para o enfrentamento dos desafios contemporâneos que podem afetar a normalidade das Eleições Gerais de 2026. Entre os perfis previstos, estão profissionais de tecnologia e inteligência artificial; segurança pública e criminalidade organizada; comunicação social, administração pública e orçamento; saúde pública e proteção do eleitor; direito eleitoral e constitucional; relações internacionais, academia, sociedade civil e promoção de direitos fundamentais.

Competências

Entre as competências do grupo, estão a realização de estudos sobre integridade informacional, o acompanhamento de fenômenos relacionados à desinformação eleitoral e ao uso indevido de inteligência artificial, além da formulação de recomendações para aprimorar as ações da Justiça Eleitoral.

A nova área de assessoramento da Corte também poderá propor estratégias de cooperação com outros órgãos públicos, empresas privadas, universidades e entidades da sociedade civil. Outra frente prevista é a elaboração de iniciativas educativas voltadas à cidadania digital e à conscientização dos eleitores sobre a circulação de informações falsas ou manipuladas.

O que fará o novo Conselho? 

Monitorar fenômenos relacionados à desinformação eleitoral; 

Acompanhar o uso indevido de inteligência artificial nas campanhas e no ambiente digital;

Propor medidas para fortalecer a integridade informacional do processo eleitoral;

Sugerir parcerias entre Justiça Eleitoral, universidades, empresas e sociedade civil; 

Elaborar pareceres e recomendações para a Presidência do TSE; 

Incentivar ações de educação digital e combate à desinformação.

Os integrantes serão definidos posteriormente por ato da Presidência do Tribunal. A participação não será remunerada e será considerada prestação de serviço público relevante. O grupo deverá se reunir ordinariamente uma vez por mês, a partir de agosto, com possibilidade de convocações extraordinárias. Segundo a portaria, o funcionamento do Conselho está previsto até 31 de dezembro de 2026, podendo ser prorrogado.

( da redação com informações de assessoria. Edição: Política Real)