Lula disse que Portugal pode assumir papel estratégico como principal porta de acesso dos interesses empresariais brasileiros na Europa
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Com agências
(Brasília-DF, 21/04/2026) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira, 21, durante sua declaração à imprensa após encontro com o primeiro ministro de Portugal, Luís Montenegro, em Lisboa Portugal, falou sobre diversos assuntos. A Política Real destacou alguns. A fala foi no Jardim do Palacete de São Bento, Portugal.
Ao abordar o cenário internacional, Lula reforçou a defesa do multilateralismo como eixo central da política externa brasileira. “Todo mundo sabe que eu sou defensor do multilateralismo. Todo mundo sabe que eu sou inimigo do unilateralismo e do protecionismo”, afirmou.
O presidente também criticou o aumento dos conflitos globais e a dificuldade das instituições de governança global em promover soluções. “Não é possível que você não tenha nenhuma instituição capaz de tentar contemporizar, harmonizar e acabar com a quantidade de guerras que nós temos no mundo hoje”, declarou.
Brasil e Portugal também avançaram na agenda de cooperação em setores estratégicos, com destaque para a indústria aeronáutica, ciência, tecnologia e inovação. As áreas foram tratadas como prioritárias para o aprofundamento das relações bilaterais, com foco na geração de empregos, no desenvolvimento tecnológico e na ampliação da capacidade produtiva conjunta.
Lula, ao citar exemplos concretos dessa parceria, destacou a atuação de empresas brasileiras em território português. “E a gente pode repetir, primeiro-ministro, vários acontecimentos como a Embraer aqui em Portugal. A Embraer é a demonstração mais bem-sucedida de uma empresa brasileira que está aqui ajudando a construir coisas em Portugal”, afirmou.
Mercosul-Europa
Lula destacou em sua fala após o encontro com o primeiro ministro de Portugal, Luís Montenegro, em declaração à imprensa que Portugal pode assumir papel estratégico como principal porta de acesso dos interesses empresariais brasileiros na Europa, impulsionado pelo Acordo Mercosul-União Europeia, que entra em vigor no dia 1º de maio. “Portugal pode ser a grande porta de entrada dos interesses empresariais brasileiros na Europa”, afirmou, durante declaração conjunta com o primeiro-ministro de Portugal, Luís Montenegro, ao defender o aprofundamento das relações econômicas com foco em investimentos e integração produtiva.
Lula reforçou que a parceria entre os dois países deve avançar para além do comércio tradicional, com a incorporação de etapas produtivas no território português. Segundo ele, o objetivo é consolidar uma relação baseada na integração econômica e no desenvolvimento conjunto. “É muito importante que parte das coisas que o Brasil vai negociar com a União Europeia possa ser construída aqui em Portugal”, disse.
O presidente ressaltou que o acordo entre Mercosul e União Europeia cria um ambiente favorável à ampliação de investimentos e à diversificação das relações econômicas. Segundo ele, o objetivo é estabelecer uma lógica de cooperação baseada no ganho compartilhado. “O comércio internacional só dá resultado se você não quiser sufocar o teu cliente. É preciso que o cliente sobreviva para ser seu cliente. E é isso que nós queremos: que a nossa relação com a União Europeia esteja o mais sofisticada possível”, afirmou.
Lula também destacou o momento positivo da relação bilateral, marcado pelo aumento da circulação de pessoas e fortalecimento dos vínculos históricos e culturais. “Tenha certeza de que a história nos preparou uma bela surpresa. A surpresa é que Portugal e Brasil vivem o seu melhor momento de relação”, afirmou.
Fala do Primeiro Ministro
O primeiro-ministro Luís Montenegro também destacou o processo de integração dos brasileiros no país, ressaltando o caráter positivo dessa presença. “Os brasileiros que procuram Portugal, que neste momento são mais de 500 mil, têm vindo para trabalhar, para desenvolver os seus projetos de vida, e têm tido uma integração social e econômica absolutamente impecável”, afirmou.
Ele ponderou que situações pontuais não refletem o conjunto da relação entre as comunidades. “Isto não significa que não possa ter havido, aqui ou ‘acolá’, um foco de perturbação”, disse.
( da redação com informações de assessoria e Ag. Brasil. Edição: Política Real)