Gilmar Mendes diz que tortura é crime inafiançável e critica saudosismo da ditadura
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( Publicada originalmente às 14h 45 do dia 30/12/2020)
(Brasília-DF, 31/1202020) Neste início de tarde, numa clara resposta ao presidente Jair Bolsonaro que, falando aos seus apoaidores, acabou questionando em tom de irônico, e de desafio, que a ex-presidente Dilma Rousseff teria sido torturada durante a chamada Ditadura Militar, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal(STF), se manifestou no início da tarde desta quarta-feira,30. Ele disse que a tortura era um crime inafiançável e condenou quem tem saudade de ditadura.
“Tortura é crime inafiançável e imprescritível. Quem entoa saudades da ditadura só pode padecer de amnésia ou - pior ainda - de absoluta falta de conhecimento histórico.”, disse, Gilmar Mendes.
O ministro Gilmar Mendes já frequentou algumas vezes o Palácio do Planalto a convite do Presidente Jair Bolsonaro e é visto como um dos ministros da Suprema Corte que não busca enfrentamento e não raro é visto como um aliado do ministro Dias Toffoli que tem uma boa relação com o presidente Jair Bolsonaro
OAB
A partir da divulgadação do diálogo de Bolsonaro com seus apoiadores, ainda na segunda-feira, 28, ao seguir para agenda em Santos(SP), oportunidade em que ele fez o desafio a Dilma Rousseff, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil(PAB), Felipe Santa Cruz, foi um dos primeiros do mundo jurídico a criticar a fala presidencial.
“Pense em um homem que no meio de uma onda de feminicídios debocha de um mulher presa e torturada. Esse sujeito existe e, pior, preside o Brasil.
( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)