COMENTÁRIO DO DIA: Arrumando confusão!
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( Publicada originalmente às 09h00 do dia 30/12/2020)
(Brasília-DF, 31/12/2020) Hoje, penúltimo dia do ano de céu nublado pelo país e em Brasilia, também.
Cidade esvaziando, mas ainda com muita gente. Na Esplanada, ainda se vê gente entrando no Planalto, Ministério da Saúde e Economia, especialmente. Pessoal da economia nervoso com as cobranças para prorrogar o estado de calamidade. Dúvidas sobre como proceder eram ouvidas.
No mercado ainda há expectativas de números finais do Governo e do Banco Central. Presidente Bolsonaro fora da cidade.
Nos Estados, muita gente comentando sobre as novas equipes nas grandes prefeituras de grandes capitais assim como o perfil dos novos gestores. A revolução da pandemia espera gestores com a cabeça aberta para mudanças severas, sem que sejam mais dolorosas ainda!
Mas e a nova confusão do Presidente, heim?!
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COMENTÁRIO
O Governo Bolsonaro corre o risco de entrar para a história como o último, aqui nas Américas, que começou ou finalizou a vacinação contra do covid-19. O Brasil tem essa mania ruim, pois foi o último na América Latina a abolir a escravatura.
Ontem, o Ministério da Saúde disse que poderá começar a vacinação entre 20 de janeiro e 10 de fevereiro de 21. A Anvisa disse que para acelerar a coisa, vai aceitar dados que os laboratórios encaminharam noutras agências no Mundo.
Em meio a tudo isso, o Presidente Bolsonaro, sem ter para quê, cisma de ironizar a ex-presidente Dilma Rousseff, duvida que ela foi torturada na Ditadura e cobra exame na dentadura da mulher.
Existe uma máxima no mundo do poder que diz que discussão pública com as mulheres é sempre infeliz. Se se é muito duro parece um tosco, se se é muito tênue parece um fraco. Evidente que Dilma fez um governo infeliz, nos levou a maior recessão da história, além de um rosário de equívocos.
A declaração foi tão infeliz que fez seu forte candidato à presidência da Câmara, Arthur Lira, que diz ter uma pá de votos na oposição, ter que dizer que é contra a tortura e defender conquistas democráticas desenvolvidas por todos que vieram antes.
Bolsonaro costuma arrumar um confusão para ver se a turma esquece a anterior. Não custa lembrar que, às vezes, o feitiço vira contra o feiticeiro!
Foi Genésio Araújo Jr, de Brasilia
( da redação)