31 de julho de 2025
Nordeste e Poder

ENFRENTANDO A CRISE: Desembargadora, ao ser informado de eventos programados em Porto Seguro, determina proibição de festas no fim de ano

Juiz de Porto Seguro tinha liberado eventos mas PGE da Bahia recorreu ao TJBA

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( Publicada originalmente às 18h 30 do dia 29/12/2020) 

(Brasília-DF, 30/12/2020) Existem muitas especulações e expectativas de que o sul da Bahia acabe sendo palco de festas clandestinas de final de ano.  Faz alguns dias que o prefeito eleito e Porto Seguro, Jânio Natal(PL), tinha informado que iria fazer festa em sua posse, porém na sexta-feira,25, houve uma decisão a pedido do Governo do Estado da Bahia para que se fizesse cumprir decreto estadual que proibiu eventos neste final de ano, porém juiz plantonista de Porto Seguro(BA)  autorizou festas na cidade. Hoje, 29,

a pedido da Procuradoria Geral do Estado, a desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia Cinthya Maria Pina Resende suspendeu a eficácia da decisão do juiz plantonista .

"O perigo da demora de uma decisão judicial é latente, considerando o notório volume de eventos programados e as notícias veiculadas nos meios de comunicação nacional e na rede mundial de computadores, da circulação de pessoas e desembarque de passageiros ao Município de Porto Seguro, bem como, diante da vigência da norma Estadual retromencionada, o que poderá, a despeito das deliberações pelos entes federativos interessados, ensejar perigosa e catastrófica aceleração do processo contaminação pela COVID-19, impondo reflexos irreparáveis em toda a população regional e local", pontou a magistrada.

Segundo  a desembargadora, a decisão contestada pela PGE, subjuga a decisão emanada do Tribunal de Justiça da Bahia, detentor da atribuição para conhecer e julgar demandas envolvendo municípios do Estado e o Estado da Bahia, na medida em que determina, por decisão judicial, o suprimento da autorização municipal para realização de eventos, bem como determina a comunicação acerca da necessidade de efetivo Policial Militar, para tornar viável a realização dos eventos pelos quais o Tribunal fundamentadamente deliberou pela proibição, em clara burla a usurpação de competência constitucional do TJBA, a quem compete apreciar tal matéria.

Para a Procuradoria Geral do Estado, a liberação de tais eventos pelo juiz plantonista da Comarca de Porto Seguro configura usurpação de competência do TJBA, "considerando que qualquer medida impositiva do cumprimento de um dever ao município de Porto Seguro só pode ser outorgada pelo TJBA, juiz natural nos termos da Constituição do Estado da Bahia para processar demandas entre o Estado da Bahia e seus Municípios".

( da redação com informações de assessoria. Edição: Genésio Araújo Jr)