VACINAS: Alexandre Padilha diz que Consórcio do Nordeste já reservou 50 milhões de doses da vacina russa, que começará a ser aplicada nesta terça na Argentina
De acordo com o ex-titular da pasta de Saúde no governo Dilma, apesar de serem menos eficazes que a vacina Pfizer, as vacinas da Sinovac e Sputinik poderão ser mais efetivas por elas poderem ser ministradas mais rapidamente
( Publicada originalmente às 17h07 do dia 28/12/2020)
(Brasília-DF, 29/12/2020) O ex-ministro da Saúde, deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP), disse no último sábado, 26, que o Consórcio do Nordeste já reservou 50 milhões de doses da vacina russa, Sputinik, que começará a ser aplicada nesta terça-feira, 29, na Argentina. O país vizinho adquiriu em caráter emergencial 25 milhões de doses. O presidente argentino, Alberto Fernandes, será o primeiro paciente daquele país a receber a vacina contra a doença que já matou mais de 191 mil brasileiros.
De acordo com o ex-titular da pasta ministerial da Saúde durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), apesar de serem menos eficazes que a vacina produzida pelo laboratório alemão Pfizer, as vacinas da farmacêutica chinesa Sinovac, que vem produzindo a coronavac em parceria com o Instituto Butantan ligado ao governo de São Paulo, e também a do governo russo, responsável pela Sputinik, ambas as vacinas poderão ser mais efetivas do que a produzida pela Pfizer por elas poderem ser ministradas mais rapidamente.
“Mais novidades positivas. Nosso vizinho Argentina já começou a usar a Sputinik V no seu plano de vacinação. No Brasil,o Consorcio do Nordeste reservou 50 milhões de doses. Muito importante que agências internacionais ou a Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] analisem a segurança e eficácia o mais rápido”, comentou no twitter o petista sobre plano de imunização que começa acontecer na Argentina.
“Importante dizer que a vacina da Pfizer se mostrou altamente eficaz, mas talvez não seja tão efetiva em saúde pública pelo armazenamento. Mas já poderíamos estar vacinando profissionais de saúde e usuários dos hospitais do SUS, que conseguem armazená-la. As vacinas do Butantan, da Fiocruz, e a Sputnik, eventualmente podem ser menos eficazes em percentuais no estudo clínico do que a da Pfizer, mas podem vir a ser mais efetivas em saúde pública por podermos administrá-las rapidamente nas salas de vacinas no Brasil. Em resumo, vamos parar com a guerra da vacina, da origem, dos donos, como ‘BolsoDoria’, dos percentuais de eficácia e vamos fazer o que tem que ser feito: um plano de vacinação com todas as vacinas seguras e eficazes disponíveis. Vamos focar em salvar vidas, a saúde pública e nossa economia”, completou o ex-ministro da Saúde.
(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)