31 de julho de 2025
Brasil e Poder

ENFRENTANDO A CRISE: Wellington Dias reforça pedido para governo federal prorrogar por mais 180 dias decreto nacional de calamidade

Governador piauiense diz que o assunto foi tratado nesta segunda-feira, 28, após um encontro cibernético com os demais governadores da região que integram o Consórcio do Nordeste

Publicado em
W,Dias é o presidente do Consórcio Nordeste

( Publicada originalmente às 16h05 do dia 28/12/2020) 

( reeditado) 

(Brasília-DF, 29/12/2020) O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), reforçou nesta segunda-feira, 28, o pedido feito anteriormente para que o governo federal possa prorrogar por mais 180 dias o decreto nacional de estado de calamidade, que vence na próxima quinta-feira, 31.

O governador piauiense diz que o tema voltou a ser tratado pelos demais governadores da região que integram o Consórcio do Nordeste. No pedido, eles querem, segundo o petista, que além da prorrogação do decreto, o governo federal mantenha o pagamento do auxílio emergencial aos trabalhadores autônomos e informais, até o país conseguir imunizar a população contra a doença, através de vacinas, que já matou mais de 190 mil brasileiros.

“Somos nove estado no Nordeste e eu digo, sempre, a nossa força é a nossa união. Aqui provamos a prioridade no Nordeste de seguir insistindo, trabalhando, dialogando com o Congresso Nacional com o presidente da República, com o ministro da Saúde, a necessidade da prorrogação do estado de calamidade para o Brasil”, falou em vídeo gravado pela sua assessoria.

“Muitos estados já fizeram, mas é importante por parte do governo federal [é prorrogar o decreto que] vence agora em 31 de dezembro e a ideia é prosseguir. Por quê? Por que continuamos com uma crise do coronavírus, no mundo, e que reflete no Brasil, que reflete em cada estado e município, uma situação de ainda muito risco, além dos desafios para o econômico e para o social”, complementou.

Até a vacina

Wellington Dias frisou que a prorrogação poderia acontecer com avaliação mensal sobre a situação da pandemia e ser suspenso após a doença se mostrar estar totalmente controlada.

“Por esta razão, a calamidade nos dá instrumento para proteger com auxílio financeiro os mais pobres e, ao mesmo tempo, cuidar também dos empreendedores e [daqueles que estejam] também numa situação delicada. O objetivo ali traçado é uma prorrogação por até 180 dias, [com] uma avaliação mensal, onde é possível suspender a calamidade. Ninguém quer viver permanentemente em calamidade, pelo contrário. Queremos mais rapidamente sair, mas é preciso começar as vacinas, concluir as imunizações para que a gente tenha uma condição de saída segura”, finalizou.

Nota

Mais tarde, falando em nome de todos os governadores da região, o governador piauinense proferiu o seguinte discurso: “Pelo Consórcio dos estados do Nordeste e também pelo fórum dos governadores do Brasil. Estamos trabalhando e defendendo a prorrogação da calamidade, que vence agora, em 31 de dezembro. Em vários estados já fizemos, mas isso vale apenas para os estados”, inicia.

“Para que tenhamos um instrumento adequado para todo o Brasil temos a necessidade, a urgência desta prorrogação por 180 dias com uma avaliação a cada 30 dias, e como eu disse ninguém quer e ninguém deseja a calamidade. Mas esta é uma realidade. Se olharmos o que justificou o governo federal, o Congresso Nacional, da calamidade ali em março e abril deste ano, nós temos as mesmas características, aliás, que continuam com a pandemia no mundo e no Brasil com fortes efeitos na área social e econômica”, continuou.

“Portanto, a prorrogação da calamidade é uma urgência, emergência, para ter instrumentos de lidar com este momento e, em especialmente, cuidar do auxílio financeiro e de outras medidas que são aos empreendedores e com as próprias medidas ao setor da saúde”, concluiu.

(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)