Em encontro com empresários, Bolsonaro desabafa sobre apagão no Amapá e disse que vai comprar a vacina que a Anvisa avalizar
Presidente destacou que sua gestão não tem corrupção e que seu mandato é para defender o homem do campo , deixá-lo trabalhar e produzir
( Publicada originalmente às 16h13 do dia 25/11/2020)
(Brasília-DF, 26/11/2.020) O presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) afirmou nesta quarta-feira, 25, em encontro com empresários ligados ao “Grupo Voto”, em São Paulo (SP), em tom de desabafo que apagão energético que tomou conta do Amapá nos últimos 20 dias não era competência, ou atribuição, do governo federal para tentar solucionar o problema.
Na oportunidade, ao assumir a palavra após uma longa explanação do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre o futuro do país, Bolsonaro destacou que seu governo não tem corrupção, defende os ruralistas, e que o seu mandato à frente da Presidência da República é para defender o homem do campo e deixá-lo trabalhar e produzir.
Ele comentou, ainda, que assim quando a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) avalizar alguma vacina contra o novo coronavírus (covid-19), que já matou mais de 170 mil brasileiros, o governo brasileiro comprará e distribuirá o inunizante de forma gratuita e sem obrigatoriedade, negando uma própria lei sancionada por ele, em março, que impõe como compulsório a vacinação junto a população.
“Seria bom se nós pudéssemos ouvir mais ministros como o nosso almirante Bento Albuquerque, ministro de Minas e Energia, viessa falar o que foi feito no Amapá. Um problema sério agora no dia 3 de novembro, a questão da energia elétrica e nada a ver com o governo federal. Mas como nós aqui somos o governo de 210 milhões de brasileiros, nós fomos para lá e em menos de duas semanas o assunto foi resolvido. E não era competência, ou atribuição nossa. Mas nós nos orgulhamos do Ministério de Minas e Energia também pelo seu voluntarismo como tratou essa questão”, desabafou.
“Tínhamos que fazer o casamento [entre o agronegócio com o Meio Ambiente]. Primeiro foi escolher a Tereza Cristina, depois o Ricardo Salles. Que joguem juntos. O homem do campo não pode ficar preocupado e apavorado com a chegada de alguém do Ibama, ou do ICMBio. Muito pelo contrário! E a primeira coisa que este Ibama e o ICMBio devem fazer, de acordo com a lei, se tiver algo errado é advertir e depois partir para a multa”, complementou
Nacionalismo
Na sequência, o presidente passou a utilizar um tom mais nacionalista destacando que o Brasil precisa explorar suas riquezas que, segundo ele, são alvos de cobiça de nações estrangeiras e que o potencial agrícola do país ajudará a maioria dos países em garantirem segurança alimentar.
“Estamos dando resposta a todos os senhores. O que nós queremos é continuar sendo amigos, trocarmos ideias, converso com todos, não interessa a coloração partidária deles. Nós temos a obrigação de mudar o Brasil. É inadimissivel nós vermos aqui um país que tem tudo e que ninguém tem, ficar patinando. Dizer aos senhores também que com a chegada nossa ao governo a satisfação de não mais ser recebidos no exterior com o manto da desconfiança. Eles acreditam em nós”, observou.
“O mundo que se aproxima de 8 bilhões de habitantes e cresce a 60 milhões por ano, cada vez mais, requer, esses países, uma segurança alimentar. Tem nos procurado. Então nós temos o que eles não tem, ninguém tem. O mundo com países mais bonitos do que o nosso. Uma riqueza mineral como a nossa, terras agricultáveis, temos tudo aqui para sermos uma grande nação”, completou.
(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)