BANCO CENTRAL: Líder do PT quer saber porque diretor do Banco Central trabalho nos EUA desde março
Segundo petista, se Roberto Campos Neto e Paulo Guedes autorizaram Fábio Kanczuk a despachar os interesses diretoria de política econômica do órgão diret de Boston, o caso “é um escândalo”
( Publicada originalmente às 18h 50 do dia 24/11/2020)
(Brasília-DF, 25/11/2.020) O Líder do PT na Câmara, deputado Ênio Verri (PR), apresentou nesta terça-feira, 24, um requerimento de informações para que o as autoridades econômicas do governo do brasileiro possam explicar o porque que o diretor de política econômica do Banco Central do Brasil (Bacen), Fábio Kanczuk, vem trabalhando remotamente desde março no início da pandemia diretamente dos Estados Unidos da América (EUA).
De acordo com o petista, se o presidente do Bacen, Roberto Campos Neto, e o ministro da Economia, Paulo Guedes, autorizaram Kanczuk a despachar os interesses de uma das principais diretorias do órgão que regula o sistema bancário do país diretamente da cidade estadunidense de Boston, o caso “é um escândalo” e fere a soberania nacional, visto que o setor dirigido pelo servidor público é reponsável pelas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), que define a taxa básica de juros do país.
“É um escândalo o que está acontecendo. Como pode alguém que tem um cargo de extrema confiança da política monetária do Brasil morar nos Estados Unidos? Mesmo que se alegue que na pandemia caberia o trabalho remoto, caberia se fosse um cargo burocrático, menor, de menor importância estratégica para a economia brasileira. Em termos de interesse para a administração pública e para o país, [se] justifica a autorização para afastamento do Brasil do servidor Fabio Kanczuk”, questiona Verri.
“A que título foram realizadas essas viagens, a serviço ou de forma privada? Se a serviço, qual autoridade competente, nos termos do art. 3º da IN nº21, de 16 de março de 2020, autorizou a realização da viagem internacional? Qual foi a justificativa individualizada que corroborou a autorização? Qualquer pagamento pelo poder público no que se refere às vindas do sr. Fabio Kanczuk ao Brasil [exige explicações a respeito das despesas], discriminando por tipo, valor, data e justificativa para o dispêndio de dinheiro público”, completa o petista.
O Ministério da Economia e o Bacen tem 30 dias para responder o requerimento de informações, explicando porque o diretor de política econômica do órgão reside nos Estados Unidos.
(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)