31 de julho de 2025
Brasil e Saude

VACINA: Dimas Covas, após decisão da Anvisa, afirma que coronaVac é segura; Tvs de SP informam que pessoa, que fazia testes e faleceu, se matou

TV Cultura e TV Globo afirmam que laudo do IML aponta que morte de voluntário durante testes da vacina não está relacionada a coronavac e, sim, a suicídio

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( Publicada originalmente às 13h 45 do dia 10/11/2020) 

(Brasília-DF, 11/11/2.020) Após a decisão da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ter suspendido nesta segunda-feira, 9, por conta de um “evento adverso grave”, as pesquisas com a coronavac, o diretor-geral do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que a vacina produzida em parceria com o laboratório chinês, Sinovac, é segura.

A declaração aconteceu em uma entrevista coletiva realizada no Palácio Bandeirantes, sede do governo paulista, após a TV Cultura, ligada ao governo de São Paulo, afirmar que um laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontar que a morte de um voluntário durante testes da vacina não está relacionada a coronavac e, sim, a suicídio. O óbito foi considerado crucial pela Anvisa para paralisar as pesquisas da coronavac e também comemorado pelo presidente Jair Bolsonaro que afirmou, em suas redes sociais, que isso provaria que ele estaria certo “mais uma vez”. A TV Globo também veiculou matéria no mesmo sentido confirmando a informação da TV Cultura.

“O que os médicos não podem dizer em nome da ética medica mas nós, jornalistas, devemos dizer em nome do interesse público e do combate às informações falsas é o seguinte: o evento adverso, que como explicado na coletiva de imprensa [do diretor-geral do Instituto Butantan, Dimas Covas], é uma forma da literatura médica se referir a acontecimentos não relacionados ao que está em testes, não tem necessariamente relação com a vacina, diz respeito a um voluntário que tirou a própria vida”, informou editorialmente o apresentador da TV Cultura, Aldo Quiroga.

A previsão é de que o laudo do IML que confirma a causa da morte seja divulgado às 17h desta terça.

“Nós estamos tratando aqui de um evento adverso grave que não tem relação com a vacina. Essa informação está disponível à Anvisa desde o dia 6 [de novembro], quando foi notificado [esse] evento adverso grave”, se resumiu a dizer o dirigente do Butantan, Dimas Covas.

(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)