31 de julho de 2025
Brasil e Poder

REPERCUSSÃO: Líderes do Cidadania comemoram derrubada de veto de Bolsonaro que acabaria com desoneração da folha das empresas

Arnaldo Jardim diz que somente com a reforma tributária o governo conseguirá dar um “maior fôlego” para a economia; Eliziane Gama diz que governo precisa entender que objetivo na economia são os empregos

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Arnaldo Jardim e Eliziane Gama se manifestaram

( Publicada originalmente às 09h 03 do dia 04/11/2020) 

(Brasília-DF, 05/11/2.020) Os líderes do Cidadania na Câmara dos Deputados, Arnaldo Jardim (SP), e no Senado Federal, Eliziane Gama, comemoraram nesta quarta-feira, 04, a derrubada do veto do presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) a lei que desonera a folha de pagamento das empresas de 17 setores da economia até o final do ano de 2.021.

Para Jardim, a decisão do Congresso Nacional de manter a prorrogação da desoneração da folha é muito importante, mas é preciso que ela venha acompanhada de uma ampla reforma tributária. Segundo ele, o governo federal precisa se empenhar para votar as mudanças na legislação tributária do país.

Já a senadora maranhense avalia a derrubada do veto será fundamental beneficiar empresas responsáveis por empregar diretamente mais de seis milhões de trabalhadores. O benefício foi concedido em 2.011 pelo governo da ex-presidente Dilma Rousseff e mantido desde então. O atual governo pensava em encerrá-lo em dezembro deste ano. As isenções concedidas custam R$ 100 bilhões aos cofres do governo federal.

“Nós desejamos que essa desoneração seja mais ampla a todos os setores da economia e que venha no contexto da reforma tributária. Essa decisão preserva empregos, mas é importante uma tomada de fôlego, uma decisão mais profunda. Isso significa tratar da reforma tributária, indispensável e urgente”, observou o parlamentar paulista.

“O que o governo precisa é perceber que todo e qualquer esforço deve ser para manter os postos de trabalho e garantir algum fôlego para a economia brasileira. O governo já não tem capacidade de investimento, se o setor privado for massacrado com aumento de carga tributária, o país não terá a mínima chance de sair da crise”, finalizou Eliziane Gama.

(por Humberto Azevedo, especial para a Agência Política Real, com edição de Genésio Jr.)